Há dias assim: Da antiga estação às salinas, antes de rumar a Cacia

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Salinas de Aveiro (foto de António Garcia).
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O grupo Smile regressou a Aveiro e eu improvisei-me guia desta cidade que me adoptou e que sempre teve um encanto que me seduziu, me seduz…

Por António Garcia *

Foi uma jornada plena que começou num dos ícones da cidade (a antiga estação da CP hoje restaurada) e nos levou por uma avenida abaixo onde constatámos obras que vão descaracterizando aquilo que identifica Aveiro: os seus passeios em pedra portuguesa e património arbóreo que desaparece.

Vamos até à praça de peixe que nos conduziu até outro ícone da cidade: o Rossio. Mas encontrámos um Rossio degradado, esquecido, abandonado com destino incerto. A Arte Nova deslumbra sempre os visitantes e a rua direita levam-nos até à zona da Sé e do maravilhoso museu que a Santa Joana apadroou. O Fórum e o seu jardim das oliveiras continuam a ser espaços privilegiados para vermos a cidade com uma certa perspectiva.

Numa segunda etapa, foi o passeio em barco moliceiro, com um percurso personalizado, que nos permitiu ter uma vista diferente da cidade dos canais. O barco deixou-nos no museu da Troncalhada, onde desfrutámos das salinas enquanto almoçávamos sob a forma de piquenique.

Depois foi uma visita guiada à marinha da Noeirinha de onde todos saíram sábios da ciência do sal.

E depois? E depois? Começaram as coisas sérias com um percurso de 14 Km que nos levou até à estação da CP de Cacia. Antes, porém, percorremos o canal de S. Roque outrora paraíso dos armazéns de sal, os passadiços de Esgueira até ao Rio Vouga em Vilarinho, mais precisamente o Rio Novo do Príncipe. Subimos o rio até Sarrazola, já perto da famosa e malcheirosa fábrica de papel.

Depois, o comboio levou-nos até Aveiro onde o grupo apanhou o “rápido” para Lisboa. Grupo interessante, curioso, pleno de vivacidade. Gostei.

Visita às salinas de Aveiro (foto de António Garcia).

Um passeio em BTT por territórios conhecidos

De vez em quando ficam pelo caminho, não por esquecimento, mas simplesmente por falta de tempo (?)… Mas este não é mais que uma saída em forma de passeio, montado numa amiga que prometeu fidelidade, desde que a leve por caminhos onde a natureza se repasta alegremente e nos maravilha em permanência. Foi um passeio em BTT por territórios conhecidos, sempre na procura de novos trilhos que este Baixo Vouga Lagunar nos oferece.

Muitos desses novos caminhos apenas me levaram a portões onde, ao longe, as marinhoas pastavam em verdes e férteis prados. Por vezes atravessando terrenos de cultivo seguindo os traços de um tractor. O Bocage de Sarrazola/Fermelã é um labirinto de caminhos, muitos deles ainda em uso, outros recuperados pela mãe natureza e nem uma BTT robusta consegue atravessar. Em guisa de aventura juvenil, foi uma meia quase inteira jornada que me ofereci, sozinho, encantado, seduzido até ao supremo suspiro.

Quanto ao trajecto, para os curiosos, com partida das Barrocas (Aveiro), passando pelos passadiços de Esgueira estranhamente depopulados, Sarrazola e o seu reluzente Rio Vouga com o seu estonteante Bocage, até ao Centro de Interpretação do BioRia – onde me reforcei, num Salreu virado para os campos de arroz.

Depois foi um regresso por Fermelã, Angeja, Taboeira, Esgueira para reencontrar o meu condado das Barrocas. Apenas 55Km para sentir que tenho descuidado alguns exercícios físicos.

Baixo Vouga (foto de António Garcia).

* Trabalhou como director – responsável de sector social & cultural. https://www.facebook.com/antoniotony.garcia.9

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