Ex-Scut: Aveiro renova luta para não cobrança de portagens em circuitos curtos

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A25, Aveiro.
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A pretexto do arranque da nova legislatura, a Câmara de Aveiro retomou as “negociações” com o Governo para “acabar com a cobrança” nos percursos intermunicipais das antigas SCUT.

Informação dada pelo presidente do executivo na Assembleia Municipal, esta sexta-feira à noite, durante o debate de uma moção do PCP a recomendar a eliminação das das portagens na A25, A17, A29.

A proposta comunista acabaria por ser rejeitada por questões formais (votos contra do PSD, CDS, PS), essencialmente porque apontava para recomendar a aprovação de um projeto de lei na Assembleia da República ainda não apresentado, mas manteve-se concordância das bancadas no que toca à substância.

“Não conseguimos compreender, a moção faz parte do exercício democrático. Serve para apresentar uma recomendação ao Governo sobre algo em que parece todos concordamos, que é uma justiça que afecta gravemente a população do distrito. É pena que se perca a oportunidade de aprovar, mas nunca deixaremos de denunciar”, referiu, no comentário final Ana Valente, eleita do PCP.

Ribau Esteves considerou “lamentável” que o então líder da edilidade, Élio Maia, “não tivesse trabalhado como Ílhavo fez para não ativar o pórtico do estádio, como não foi ativado o que seria gravoso para Ílhavo [antes da ponte da Friopesca, ainda no concelho de Aveiro]. Até tínhamos argumentos”, disse.

Nesta altura, “está em cima da mesa” governamental uma “dupla proposta”, da Câmara de Aveiro e da CIRA (NUT 3).

“Somos pela não cobrança nos circuitos curtos e já estamos a negociar”, adiantou o edil, que nesta fase prefere manter “reserva” sobre o assunto, admitindo a posição do Governo é mesma dos anterior, ou seja de não atender a reivindicação dos municípios.

A razão poderá ser mais uma vez financeira, atendendo às receitas cobrados, por exemplo no pórtico junto ao estádio de Aveiro. “É um valor tremendo, estamos a pedir as receitas das curtas distâncias para fazer uma abordagem global. A reação do Governo é não”, adiantou Ribau Esteves, lamentando que a pasta das Finanças não tome parte nas reuniões e acabe por travar aberturas de outros tutelas.

Recentemente, surgiram medidas para aliviar os encargos nas portagens em zonas do interior.
“Uma proposta ridícula, os descontinhos para o interior não resolvem coisíssima nenhuma, é o fazer de conta que ajuda em termos demográficos e económicos”, criticou, deixando ficar o apelo para “continuar a concertar posições na Assembleia Municipal” que podem vir a ser úteis.

Discurso direto

“Algumas estradas devem ser claramente pagas. A proposta converge com nossa posição de solicitar à Assembleia da República que se pronuncie favoravelmente” – Rui Alvarenga (PAN).

“As portagens não resolvem nenhum problema de ordem financeiro e afectam em zonas sem alternativas, concordamos genericamente com a proposta, mas poderia encaminhar para projetos de resolução na Assembleia da República” – Eduardo Nunes (BE).

“Sou a favor que devem ser abolidas todas as portagens no concelho. A do estádio deve ser a mais iníqua do país. E fazer a de Ângeja andar 300 metros para a frente, para evitar a desgraça que é o atravessamento de Cacia” – Raul Martins (deputado independente).

“É um texto confuso. Além do mais não conhecemos o projeto de lei” – Jorge Greno (CDS).

“A proposta é generalista. Nem sempre uma boa intenção dá lugar a boas políticas” – Fernando Nogueira (PS).

“Não percebo o fito desta proposta, mas defendo a correção da absoluta injustiça dos dois pórticos em Aveiro. O PS deve ser ativo nesse sentido e tem uma obrigação especial. Devemos assumir
todo o tipo de pressão sem medo” – Pedro Pires da Rosa (PS).

“Votamos contra pelos pressupostos e pela proposta em si. Smos favoráveis a portagens mas com exceções nos troços curtos e urbanos dentro do concelho de Aveiro. Agora o PDM assume como via circular viária externa” – Manuel Prior (PSD).

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