Estarreja: ‘Fábrica de alcatrão’ que motiva queixas de moradores alvo de contraordenação

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A Câmara de Estarreja levantou um auto de contraordenação à empresa que tem a laborar uma central de betuminoso, junto ao nó da A29, sem licenciamento.

A informação foi dada na reunião do executivo pelo presidente em resposta a um pedido de esclarecimento dos vereadores do PS sobre o impacte ambiental do equipamento.

Moradores locais têm apresentado queixas, incluindo na Assembleia de Freguesia de Beduído e Veiros, devido à laboração do que chamam de ‘fábrica de alcatrão’, localizada a 200 metros do núcleo habitacional, provocando, também, incomodo pelo tráfego de viaturas pesadas por ruas secundárias.

“O cheiro é insuportável nesta zona”, alertou um residente, dando conta que as pessoas são forçadas a manter as janelas de casa fechadas por causa dos fumos. São relatados casos de problemas de saúde, como “dores de cabeça, dificuldades respiratórias e ardor nos olhos”.

Os queixosos têm reclamado a intervenção do município, que acabou mesmo por tomar medidas.

Na reunião do executivo, o líder da edilidade, Diamantino Sabina, referiu que a localização temporária foi indicada pela Câmara à empresa responsável pela central de betuminoso, uma vez que se dedica a produzir alcatrão para obras de repavimentação em auto-estradas.

No entanto, como a entrada em laboração ocorreu sem estar “devidamente licenciada” foi levantado um auto de contraordenação.

Nesta altura, o processo de legalização “corre termos”. Caso se confirmem impactos negativos, será ordenada a remoção da central.

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