Estarreja: Autarquia não espera pelo Governo para reabilitar EB 2,3 de Avanca

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Escola Egas Moniz, Avanca.
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O executivo camarário de Estarreja aprovou, esta manhã, o lançamento da empreitada do Centro Escolar de Avanca Prof. Dr. Egas Moniz, que prevê a requalificação da EB2,3+JI.

Um investimento de mais de 4,3 milhões de euros que a Câmara decidiu assumir “uma vez que, entre outras deficiências estruturais, a cobertura da EB 2,3 ainda mantém telhas de fibrocimento”.

“Não pudemos esperar mais”, refere o presidente da autarquia, Diamantino Sabina, citado em nota de imprensa.

A Câmara avança com a obra apesar da “ausência de respostas do Ministério da Educação” quanto a comparticipação.

Assumirá, assim, “integralmente” a obra de reabilitação da EB 2,3 Egas Moniz de Avanca com a integração do Pré-Escolar.

Com a intervenção, o ensino em Avanca ficará centralizado em dois estabelecimentos de ensino – EB Mato (pré-escolar) e Egas Moniz (1º. 2.º e 3.º ciclos) – restruturados e reorganizados num espaço único que constituirá o Centro Escolar de Avanca Prof. Dr. Egas Moniz, servindo uma população escolar de 700 alunos.

A autarquia já suportou o projeto de arquitetura contratado por quase 75.000 euros (mais IVA).

Na reunião de Câmara desta segunda-feira, foi ainda lançado o concurso público para a requalificação da Ribeira da Aldeia, Pardilhó, um investimento previsto de cerca de 970 mil euros.

Discurso direto

“A reivindicação é velha e da maior pertinência! Já lá vão mais de 15 anos em que vimos exigindo intervenção na EB 2,3 Egas Moniz de Avanca. Bastaria a péssima calafetação e por isso um comportamento muito aquém do que hoje se exige de um edifício escolar em termos térmicos, mas acresce a humidade, o frio, as lajes fissuradas e a água a escorrer dentro das salas de aulas.
Bastariam de facto estas deficiências, mas acresce que a EB 2,3 Egas Moniz tem como cobertura telhas de fibrocimento. Como é sobejamente sabido o fibrocimento contém amianto, substância que é nociva para a saúde. Aliás, gravemente nociva para a saúde, mas nem assim, confrontados com esta realidade, com o sério risco para as crianças desta escola, quis o Governo resolver o que era sua exclusiva obrigação resolver” – Diamantino Sabina, presidente da Câmara.

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