Envelhecimento marca o outono da vida

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Dizem que o envelhecimento marca o outono da vida. Este espaço, dedicado a todos os que se interessam pelo envelhecimento, dá voz aos profissionais que trabalham diariamente na promoção de um envelhecimento ativo, condigno e com qualidade e aos que, no outono da sua vida, pretendem aprender e partilhar as suas perspetivas e curso de vida.

Mariana Letra *

Inicio o meu primeiro editorial na Dignus entusiasmada com a estação que temos pela frente.

Com enorme agrado aceitei o convite para me juntar à equipa da única revista de Geriatria e Gerontologia, em Portugal. Foi na Primavera da vida que descobri que queria ser Gerontóloga. Crescer rodeada de pessoas mais velhas significou uma reflexão precoce e contínua sobre o crescimento e o envelhecimento. Elas punham a nu as diferenças biológicas e psicossociais entre nós e a falta de respostas comunitárias.

Depois de me licenciar em Gerontologia, prossegui estudos com um mestrado em Gerontologia – Gestão de Equipamentos Sociais. Nos últimos 7 anos exerço funções de Gerontóloga numa Câmara Municipal, sou Vice-Presidente da Associação Nacional de Gerontólogos e vou agora acompanhar-vos nestas páginas como editora da Revista Dignus.

Dizem que o envelhecimento marca o outono da vida. Este espaço, dedicado a todos os que se interessam pelo envelhecimento, dá voz aos profissionais que trabalham diariamente na promoção de um envelhecimento ativo, condigno e com qualidade e aos que, no outono da sua vida, pretendem aprender e partilhar as suas perspetivas e curso de vida.

Partilho os valores e missão desta publicação e o compromisso em divulgar conteúdos de valor acrescentado, práticas inovadoras, experiências enriquecedoras e em promover o aumento de diálogo com o meio académico, com profissionais de saúde e instituições.

A 2.ª edição de 2021 da Dignus aborda o tema da Sexualidade. Desbravar este tema é fitar um tabu. Apesar do debate sobre o assunto se ter amplificado, ainda temos um longo caminho a trilhar. A sexualidade na terceira idade exige uma abordagem delicada e, embora a temática comece a ganhar espaço, há muita desinformação e o assunto ainda é tratado com preconceito e desconforto.

Voltemos ao Outono. Após o período fértil (a Primavera), as hormonas caem como as folhas das árvores e o mecanismo biológico entra em declínio progressivo. Uns dias são frios outros são quentes e lembram os calores da menopausa. Somos seres biopsicossociais e certos acontecimentos da vida são capazes de afetar este processo.

A reforma, a meno e andropausa, a viuvez, as patologias agudas e crónicas, a medicação, as cirurgias, as limitações físicas, o aumento
de dependência, a deficiência, a institucionalização e até mesmo os estereótipos enraizados podem condicionar a maneira como cada indivíduo vive e exprime a sua sexualidade.

O que podemos fazer? Promover o diálogo aberto entre as pessoas mais velhas que acompanhamos com profissionais de saúde especializados, podemos conhecer para melhor atuar.

* Diretora da Revista Dignius / Editorial da última edição trimestral de 2021.

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