Enófilos da Bairrada renovam compromisso aos 40 anos

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Homenagem aos Confrades de Honra nos 40 anos.
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A Confraria dos Enófilos da Bairrada homenageou os ‘Confrades de Honra’ entronizados ao longo de quatro décadas de existência, que está a assinalar em 2019.

Uma cerimónia realizada esta semana no Altis Belém Hotel, em Lisboa, junto da Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, com meia centena de convidados.

“Os espumantes e tantos outros vinhos da região vitivinícola bairradina marcaram, naturalmente, forte presença, assim como o ‘Leitão à moda da Bairrada’ do prestigiado restaurante Rei dos Leitões”, refere uma nota de imprensa.

Célia Alves, presidente da direcção da Confraria dos Enófilos da Bairrada prestou reconhecimento aos 43 ‘Confrades Honorários’, elogiando “o papel de relevante importância na promoção e divulgação do vinho da Bairrada.”

A Confraria entronizou ao longo da sua existência personalidades nacionais como Mário Soares e Marcelo Rebelo de Sousa. Da lista fazem parte também “Primeiros-Ministros, Ministros, Secretários de Estado, académicos, professores universitários, médicos reputados, arquitectos, jornalistas e grandes senhores do vinho.”

Momento de “viragem para a modernidade”

“A projecção do futuro da Confraria dos Enófilos da Bairrada foi feita, igualmente, por Célia Alves, assinalando o momento como o ponto de viragem para a modernidade da sua missão, reforçando a componente de internacionalização e valorização do papel da mulher no mundo do vinho”, refere o cominicado.

O próximo capítulo, a realizar em Novembro de 2019, ficará marcado pela entronização de “uma mulher que, actualmente, é uma das mais importantes e influentes críticas e educadoras de vinho do Mundo, e com um percurso marcante da divulgação e democratização do vinho cujo nome será divulgado oportunamente.

Um dos outros momentos marcantes da cerimónia foi a apresentação do livro da autoria de António Dias Cardoso, confrade fundador da Confraria de Enófilos da Bairrada, intitulado “Demarcação da Bairrada – Um Percurso Atribulado”.

A obra, realizada sob a chancela da Academia do Vinho da Bairrada, abarca os antecedentes históricos que estiveram na base da criação da Região Demarcada da Bairrada, em 1979, iniciando-se no final da Monarquia, passando pelos impasses da 1.ª República, pela política vitivinícola do Estado Novo e pela longa agonia que atravessou o sector durante o governo de Marcelo Caetano, a qual se arrastou alguns anos do pós-25 de Abril.

O testemunho histórico de António Dias Cardoso também surge no âmbito das comemorações dos 40.º aniversário da Confraria dos Enófilos da Bairrada e da criação, a 28 de Dezembro de 1979, da Região Demarcada da Bairrada.

Vinhos da Bairrada estiveram à mesa

A celebração do ‘vinum baerradinum’ incluiu uma selecção dos vinhos e espumantes de modo a mostrar aos convidados “a qualidade e a versatilidade” da Região Vitivinícola da Bairrada, terroir de brancos, tintos, espumantes, licorosos e aguardentes. Para o efeito, foi crucial a colaboração dos produtores bairradinos, levando à prova referências vínicas produzidos nos territórios de Anadia, Mealhada, Cantanhede e Águeda.

De acordo com a lista vínica, foram servidos o ‘Espumante Aliança Grande Reserva 2012’, da Aliança, Vinhos de Portugal; o ‘Pai Abel branco 2017’, da Quinta das Bágeiras; o ‘Messias Baga Tradição tinto 2017’, da Messias Vinhos; o licoroso ‘Marquês de Marialva Singular 2011’, da Adega de Cantanhede; e a aguardente velha ‘Primavera Conde de Águeda’, das Caves Primavera.

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