A importância do sector agrícola e das suas organizações

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Ao longo de décadas Portugal não teve um plano e um compromisso de desenvolvimento territorial, onde se elevassem as principais caraterísticas de cada território, bem como a ligação harmoniosa entre os vários sectores de atividade.

Idalino Leão *

Essa lacuna de planeamento estratégico é ainda mais acentuada no que toca ao sector agrícola. As consequências são conhecidas por todos, mas ainda assim, fruto das dinâmicas de muitas organizações de agricultores, foi possível a criação de algumas fileiras de produtos agrícolas no país.

Existem muitos locais do território nacional em que o próprio Estado já não tem a sua presença em muitas das suas valências, infelizmente também no sector Agrícola isso parece que irá acontecer com o desaparecimento das Direções Regionais de Agricultura.
Apesar desta falta de planeamento e organização, que acredito que terá de ser integrada e envolver vários Ministérios Governativos, estes territórios continuam a resistir com os poucos que ainda acreditam e teimam em trabalhar as suas terras e criar os seus animais, gerando equilíbrios e riqueza para o País.

O PEPAC, deveria ter aqui um papel fundamental, para que haja justiça e equidade no território nacional, as políticas públicas devem ser usadas para corrigir desigualdades e não o seu contrário. Aliás, é difícil de perceber e de aceitar que num período de candidaturas, como o que está a “decorrer”desde o dia 1 de março, ainda existam tantas incertezas e um conjunto alargado de problemas operacionais que geram ineficiência e irão certamente colocar em causa a boa execução do período de candidaturas como todos desejamos e precisamos.

Num cenário cheio de incertezas a nível internacional, é importante que Portugal reconheça a importância do sector agrícola e das suas organizações. É tempo de passar das palavras aos atos e assumir o sector agroalimentar como estratégico para a fixação de pessoas ao território, é também tempo de se potenciar ganhos de escala e capacitação institucional das organizações para fazer face aos desafios futuros.

Da nossa parte, sabem que continuaremos atentos, com sentido crítico construtivo nos sítios certos, com o sentido de missão de servir Portugal através da produção de alimentos seguros e saudáveis para os Portugueses.Porque afinal, do que estamos a falar éda nossa Soberania Alimentar, de Gente e de Território.

* Presidente da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri)   Editorial da edição nº 153 da Revista Espaço Rural.

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