Covid-19 / Turismo: Discriminação positiva

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Restauração.
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Para que a atividade turística possa ser o músculo da retoma sustentável da economia, as nossas empresas terão que continuar a ser apoiadas com medidas robustas.

Por Mário Pereira Gonçalves *

O Plano ‘Reativar o Turismo | Construir o Futuro’, apresentado pelo Ministro da Economia no dia 21 de maio, traz um novo alento às atividades económicas da restauração, similares e do alojamento turístico, com a sua dotação de mais de seis mil milhões de euros, e assume uma enorme relevância no contexto atual, de profunda descapitalização das nossas empresas.

Estruturado em objetivos de curto, médio e longo prazo e assente em quatro eixos fundamentais, 50% das verbas (mais de três mil milhões de euros) estão alocadas ao eixo ‘Apoiar Empresas’, e são destinadas a um Fundo para a Capitalização das Em-presas, a uma Linha de Crédito com Garantia para refinanciamento/reescalonamento da dívida Pré-COVID e a uma Linha de Crédito com Garantia para Financiamento de Necessidades de Tesouraria.

Saudamos a discriminação positiva de medidas para as nossas empresas, mas temos de ter presente a frágil situação económica e financeira destas atividades económicas.

Conforme a AHRESP tem vindo a defender, é da maior importância o reforço e continuidade dos apoios às empresas da atividade turística, uma vez que estão a ser das mais impactadas por esta crise pandémia.

Muito recentemente, o Banco de Portugal anunciou que a percentagem de empresas de alojamento e restauração com capitais próprios negativos passou de 4% em 2019 para 16% em 2020, estimando-se que possa ser 26% em 2021.

Quando comparamos com a média nacional (4% em 2019 e 5% em 2020), percebemos a dimensão do impacto desta crise nas nossas atividades económicas.

Para que a atividade turística possa ser o músculo da retoma sustentável da economia, as nossas empresas terão que continuar a ser apoiadas com medidas robustas.

Não podemos voltar a assistir a uma destruição massiva de emprego, como foi a perda de mais de 100.000 postos de trabalho no 1º trimestre de 2021, face ao 1º trimestre de 2020.

Aguardamos assim com expetativa a implementação do plano “Reativar o Turismo | Construir o Futuro”, e acima de tudo o seu acesso por parte das nossas empresas.

É vital que todas estas medidas sejam acessíveis de forma ágil, direta e simplificada, de forma a garantirmos um tecido empresarial dinâmico e capaz de continuar a responder, com qualidade, à procura do destino Portugal.VAMOS RETOMAR O RUMO CERTO.

* Presidente da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, editorial da edição de 30 de maio da revista ‘Manuel de Negócios’.

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