Contra o vinho, beber um copo

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Vinhos (arquivo).
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Que o vinho, bebido moderadamente, faz bem à saúde, é coisa que há muito se afirma. Há muitos estudos a defender os benefícios do vinho mas, como seria de esperar, de vez em quando os anti-álcool também atacam e até conseguem ameaças ‘fundamentalistas’.

Por Amilcar Malhó *

O vinho, com moderação, faz bem ao coração?

São muitas as publicações que afirmam que sim, apresentando mesmo estudos científicos comprovativos de que um copo por dia, preferencialmente a acompanhar um petisco ou uma refeição, tem muitos benefícios para a saúde cardiovascular.

Pronto, acalmem-se os ‘anti-álcool’ porque sabemos que há copos com um litro ou mais. Mas estamos a falar de uma dose pequena, moderada.

O efeito benéfico deve-se, dizem os estudos, a um polifenol chamado resveratrol que é um fitonutriente encontrado na uva, no vinho tinto e até no cacau.

Há quem argumente que são estudos que envolvem poucas pessoas e em curtos períodos de tempo, mas em finais do ano passado , no Reino Unido, uma equipa da Anglia Ruskin University em Cambridge investigou dados de mais de 500 mil pessoas durante um período de sete anos, apresentando os resultados no British Science Festival em Chelmsford.

Examinadas diferentes bebidas alcoólicas como cerveja, champanhe, vinho e destilados, com o objetivo de analisar os seus benefícios para a saúde o resultado mostrou que há uma redução do risco de doença coronária no caso dos consumidores de vinho, sobretudo tinto.

Como em muitos outros estudos efetuados ao longo dos últimos anos, comprovou-se que os antioxidantes (polifenóis) encontrados nas uvas, fazem do vinho uma bebida que traz benefícios para nosso organismo.

Mas, evidentemente, surgiram já também estudos que pretendem provar que afinal beber vinho pode não ser benéfico. E há que concordar que em exagero, qualquer bebida alcoólica é prejudicial e não apenas à saúde.

Wine in Moderation, só para dar um exemplo, é uma excelente iniciativa promovida pelo próprio setor da produção e comercialização de vinho (https://www.wineinmoderation.eu/)

E até a União Europeia se lembrou, recentemente, de propor a inclusão de alertas de saúde nas bebidas alcoólicas, incluindo o vinho, como já acontece com o tabaco.

Felizmente que a coisa não avançou.

E eu, que gosto de fantasiar, até acredito que a sensata decisão aconteceu porque se sentaram a uma mesa, com uns copos de vinho a dar inspiração.

É isso, sempre que se pretenda discutir os malefícios do vinho, nada como uma garrafinha e uns copos, pequeninos, para que cada um beba pouco. Mas bom.

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