Condenado por violência doméstica falta a novo julgamento

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Tribunal de Aveiro.
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Um homem acusado de violência doméstica, reincidente, começou a ser julgado na sua ausência, esta manhã, no Tribunal de Aveiro.

O arguido, pelo que informou a defensora, “não está mentalmente capaz” de tomar parte no julgamento.

O juiz presidente entendeu que a presença não era indispensável, ficando, contudo, a aguardar a entrega de atestado médico.

O indivíduo, de 55 anos, encontra-se proibido de contactar os ofendidos (esposa e filhos) na sequência de episódios de violência verbal e física ocorridos durante 2018 quando ainda viviam juntos em Esmoriz, concelho de Ovar.

Fatos anteriores similares levados a tribunal resultaram numa condenação a três anos de cadeia, com pena suspensa, tendo ficado obrigado a tratar o alcoolismo, proibido de estar com familiares e sob vigilância de pulseira eletrónica.

Segundo contou a esposa, no início do novo julgamento em Aveiro, algum tempo depois, acabaria por aceitar o regresso do marido a casa com a suspensão das medidas de coação.

O arguido, antigo motorista agora inválido por razões de saúde, veio a reincidir na bebida enquanto fazia tratamento médico, tornando-se novamente violento, obrigando a família a chamar a GNR em diversas ocasiões.

“Deixou de ajudar com as despesas da casa, ficava com o dinheiro das pensões e gastava tudo na bebida. Reagiu mal quando disse que não tratava mais dele e começou a ser violento, a ameaçar que rebentava tudo lá em casa”, relatou a esposa que chegou a ser agredida com uma muleta ‘canadiana’. Ao ser socorrida pelos filhos, um deles foi atingido por uma cadeira arremessada pelo pai.

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