Como dar a volta a isto?!

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Ligação rodoviária de Escariz à A32, em Arouca.
Comercio 780

O tema desta edição da revista tem vindo a ser trabalhado pela AECA ao longo do ano de 2022 quer diretamente através de debate e troca de ideias (como o debate que aconteceu na feira das colheitas) quer através das mais diversas atividades realizadas ao longo do ano: almoços temáticos, ações do “Master Export”, etc.

Por Carlos Brandão *

A experiência dos nossos empresários é fundamental para darmos uma resposta condigna a este desafio de “dar a volta a isto”, mas temos de contar sempre com a ajuda dos Municípios e do próprio Estado para complementar o nosso empenho e o nosso arrojo em fazer crescer as nossas empresas através da inovação do aumento das exportações e da fixação de habitantes nos nossos Municípios e na nossa região.

Como exemplo recente tivemos a inauguração do novo troço da via estruturante de Escariz ao nó da A32 em Romariz-Feira que constituiu um forte contributo do setor público à atividade privada na região e ao seu desenvolvimento económico. Temos de continuar a pressionar o Governo e as mais diversas entidades para que se consiga terminar a última fase da via estruturante Ribeira-Escariz e da ligação Escariz-Rossio por forma a termos a funcionar em rede os principais polos industriais de Arouca e de Vale de Cambra. Não podemos deixar esquecer a ligação Chão de Ave-Carregosa que continua a ter um peso importante nomeadamente para ligação ao centro e sul do País (Porto de Aveiro, Lisboa, Espanha). Uma ligação direta da Zona Industrial de Lordelo – Codal ao Nó da A32 de Carregosa seria outra ligação importante para o desenvolvimento de todo o núcleo empresarial central de Vale de Cambra.

As vias de comunicação continuam a ter um peso significativo nos anseios dos nossos empresários nomeadamente devido ao tipo de atividade desenvolvida pelas empresas da nossa região como por exemplo a de construção de grandes equipamentos em aço inoxidável e a sua deslocação para os clientes e para a sua exportação, a da exploração florestal e do seu transporte até aos clientes transformadores ou o transporte de produtos acabados como paletes, embalagens e outros.

Continuamos a ter o desafio da digitalização transversal a todas as empresas e desafios enormes no que concerne ao setor da construção como é o caso do “passaporte digital” dos materiais de construção, ou a avaliação de sustentabilidade das obras, mas vamos ter sobretudo oportunidades que advêm dessa mudança seja na alteração da forma como se constrói, seja pelas novas exigências de serviço aos profissionais, ou pelas diferentes preferências dos clientes.

Teremos ainda, espero eu, o “posto em prática” do PRR para a habitação e para as obras públicas e o lançamento de mais incentivos para a melhoria da eficiência energética dos edifícios.

Apesar de lidarmos com a incerteza da guerra e do seu término, 2023 poderá oferecer alguma esperança e nós empresários deveremos estar na primeira linha
para fazermos qualquer coisa de positivo para que isso possa acontecer.

* Presidente da Associação Empresarial de Cambra e Arouca. Editorial da Revista “Encontros”.

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