Aveiro / Rossio: Exigidas medidas para acautelar impacto na atividade económica

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Jardim do Rossio, Aveiro.
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A Associação Comercial de Aveiro (ACA) subscreve as preocupações colocadas por lojistas, restauração e hotelaria com os projetos de requalificação urbana a levar por diante na avenida Lourenço Peixinho e no jardim do Rossio, especialmente este último, tendo assumido o compromisso de ‘fazer eco’ junto da Câmara das preocupações e de exigências manifestadas esta segunda-feira de manhã durante um encontro com mais de duas dezenas de presentes.

“Acabou por ser uma reunião bastante representativa, o que ajudou no objetivo, que era preparar um documento para enviar ao município, alertando para uma série de situações que nós próprios já tínhamos chamado a atenção. Agora seguirá novamente mas por escrito, com o beneplácito de quem lá esteve”, disse presidente da ACA.

“Se o município quiser avançar, precisa de ajudar os que vão estar afectados durante um ano e meio. É muito tempo. São necessárias medidas para que a obra tenha o menor impacto possível. Haverá muita gente com estaleiro em frente, ninguém vai lá fazer compras, comer ou dormir com incómodo. É preciso perceber o impacto comercial de uma obra daquelas, esperando que não derrape, o que raramente não acontece como sabemos”, acrescentou Jorge Silva.

A Câmara é chamada a ter “a situação bem salvaguarda” quanto aos eventuais prejuízos que abrir uma cave de estacionamento pode trazer no Rossio e imediações, que é o núcleo mais forte da atividade turística na cidade.

“Não deveria arrancar com obras sem uma verba disponível para impactos negativos, nas casas ou estabelecimentos. Se acontecer, os proprietários não ficariam à espera do seguro ou de alguma entidade. Temos de estar precavidos para acionar rapidamente em caso de problemas no edificado. Há casas comerciais e estabelecimentos com postos de trabalho. É preciso acautelar quem possa ficar atrapalhado e indemnizar, evitando o que aconteceu na construção do parque da praça Marquês de Pombal”, defendeu o presidente da ACA.

“Estamos a querer ajudar para levar isto a bom porto e não repetir os erros do passado”

Jorge Silva não quis centrar o debate ‘a favor ou contra’ o estacionamento, porque, independentemente disso, “vai haver obra” que irá trazer transtorno “Por exemplo, quando se fizer movimentação de terras, o que vai afectar ? É necessário acautelar e as pessoas têm de ser conhecedoras para estarem precavidas nas suas atividades.

Subsistem “outras questões” por responder. “Se continuará a existir estacionamento de superfície e quem poderá estacionar na cave. Isto tem a ver mais com moradores, que estacionam ali hoje em dia por ali, pagam os seus cartões de residência, bem mais baratos que os comerciantes é certo”, referiu o presidente da ACA.

“Estamos a querer ajudar para levar isto a bom porto e não repetir os erros do passado. Estamos todos empenhados em que a cidade ganhe. Se a Câmara quer fazer obras faça, sem falhas, exemplarmente. Mas não temos visto isso”, pede o dirigente associativo, admitindo que “ainda existe um trauma muito grande devido ao parque de estacionamento do tribunal, que fez o comércio e serviços passarem muito mal”.

A ACA espera que seja possível também “perceber o conceito” da requalificação citadina entre a avenida até à lota, com uma nova ponte, entre outras intervenções anunciadas.

“Foram duas horas e meia animadas de preocupações e sugestões”, disse Jorge Silva, acreditando que a Câmara irá acolher os contributos que estão a ser preparados, mesmo que lhe cheguem depois do dia 25 deste mês, que é o prazo limite. “Há pessoas a tratar disso, se forem entregues quatro ou cinco dias depois não deixarão de ser ouvidos. São aveirenses preocupados em ajudar o município a fazer melhor”, concluiu.

“Lota não é alternativa” – Ribau Esteves

O presidente da Câmara garante que a zona da antiga lota não é alternativa para a construção de estacionamento subterrâne “por ser mais sensível em termos ambientais”. Em declarações prestadas à Agência Lusa lembra que “aqueles terrenos têm dono e estão rodeados pela Ria, por quase todos os lados” (ler artigo).

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