Aveiro / Região: Motoristas preparam nova greve na Busway apesar de adesão reduzida

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Busway.
Comercio 780

A greve dos motoristas de 24 horas na operadora Busway parou 14 dos 110 autocarros que deveriam circular, este segunda-feira, nos concelhos da Região de Aveiro. Número transmitido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) com base na informação da concessionária.

José Manuel Silva, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), admitiu que “a adesão ficou aquém do esperado”, compreendendo que “os motoristas tenham recuado um pouco, após promessas da empresa” feitas no final da semana passada. “Pararam mais de vinte motoristas, afetando muito as zonas Águeda, Albergaria-A-Velha e Anadia”, referiu.

Não só foi mantido o protesto, que coincidiu com o início dos transportes escolares, como os trabalhadores decidiram dar um novo prazo para receber o mês de setembro relativo a horas do tempo de intervalo diário feitas em agosto, embora não estejam referidos nas escalas de serviço os tempos corretos”. Assim, como forma de pressão, o plenário autorizou o sindicato a lançar um novo pré-aviso de greve a partir de 9 de outubro, prevendo-se a paralisação às três primeiras horas de serviço de cada trabalhador durante uma semana nos dias úteis. “Não é só pagar tudo direitinho no que toca a tempo de intervalo e valor das horas extras, que têm muitas diferenças. Ainda faltam salas de motoristas adequadas em Albergaria-A-Velha e Águeda e alterar a de Aveiro, que não tem condições”, lembrou o sindicalista.

A Busway tem uma frota de 120 autocarros em atividade, embora ainda faltem motoristas. “O problema laboral maior” deve-se às horas de intervalo aplicadas a trabalhadores transferidos do grupo Transdev. Os novos contratados seguem o acordo de empresa em vigor na Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP), que prevê três horas de intermitência e um salário diferente. “Os novos não aderiram à greve por isso, mas também querem tentar reduzir um quarto de hora o tempo de intervalo”, adiantou José Manuel Silva, esclarecendo que “os da Transdev foram transferidos com o acordo de manter regalias e a empresa não esta a cumprir o período de 2h45, que para os ex-motoristas da Rodoviária Nacional é de 2 horas. Está a colocar três horas para todos e não dar tempo para verificar água, óleo e pneus e também para fechar as contas”, explicou o coordenador do STRUN, que não está convencido com os alegados “problemas do programa” invocados pela empresa para justificar as falhas nas escalas.

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