Aveiro: PS reclama mais transparência nos apoios a coletividades

219
Antiga Fábrica Jerónimo Pereira Campos, Aveiro (foto Câmara de Aveiro).

O PS aproveitou a apresentação do relatório de apoios a coletividades do concelho de Aveiro para insistir na definição de “critérios mais fundamentados”.

O executivo foi colocado a par, na sua última reunião, das ajudas atribuídas no que diz respeito a cedência de transporte no segundo semestre de 2018, totalizando encargos assumidos pelo município de 56.201 euros.

A Câmara autorizou 154 pedidos de autocarros, que realizaram 30.061 quilómetros “por todo o país, ajudando assim as causas desportivas, culturais, recreativas, educativas, entre outras, tão importantes para a valorização permanente do município de Aveiro”.

“Este tipo de apoio é positivo, tem sentido, mas gostaríamos de ver os critérios mais fundamentados, devem ser quantificados para haver mais transparência”, defendeu a vereadora Joana Valente.

Mais de metade dos encargos assumidos com transportes dizem respeito a três coletividades, observou ainda a eleita do PS, recomendando “clarificação” das ajudas dadas.

O presidente da Câmara voltou a garantir que os apoios são atribuídos “de forma equilibrada e proporcional” entre as coletividades que solicitam transporte sem se justificar que exista “uma grelha matemática”.

“Somos os primeiros a dar conta destes relatórios, era feito em segredo. Não levamos nem damos lições de transparência”, reagiu Ribau Esteves lamentando apenas que a frota disponível não satisfaça a procura.

Para João Sousa do PS, as coletividades que invistam em transporte próprio não deveriam ter tanta necessidade, encontrando neste aspeto “uma desproporção” que deveria ser corrigida.

O líder da edilidade rematou a discussão criticando o PS por assumir “uma atitude perigosa” ao questionar os apoios, trazendo ‘a lume’ o que apelidou de “guerra anti Beira-Mar” a propósito dos campos a ceder ao clube no estádio municipal de Aveiro.

“Depois o vosso vereador andou a fazer telefonemas para a direção do Beira-Mar, que não era o mau. Uma palhaçada completa”, acusou.

Ribau Esteves afastou qualquer benefício especial do Beira-Mar, lembrando que outras coletividades receberam ajudas financeiras para campos sintéticos de futebol, como aconteceu com o Estrela Azul (Cacia), o Barrocas ou o Bonsucesso.

“Temos critérios de proporcionalidade, de equilíbrio e justiça, à dimensão das coletividades”, assegurou.