Aveiro: PCP aguarda novo PDM para prédio de sete andares na atual sede

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Sede do PCP de Aveiro.

O presidente da Câmara de Aveiro apontou contradições ao PCP quando critica o novo Plano Diretor Municipal (PDM) por alegadamente fomentar a especulação imobiliária e está a aguardar pela entrada em vigor para uma proposta de intervenção no Centro de Trabalho.

“Vou oficiar o partido, quero saber se a proposta do PCP para o terreno onde está a vossa sede, que está à espera deste PDM, se o partido desistiu dela ou mantém, e se lhe chama especulação imobiliária ou gestão inteligente e racional de recursos”, referiu o edil no debate que precedeu a aprovação do documento.

“Eu presidente concordo em absoluto, e este PDM cria condições para dizer sim à proposta do PCP. Acho que não está a fazer especulação imobiliária quando quer trocar uma casa velha de dois pisos por um prédio de sete, está a fazer gestão urbana sensata”, acrescentou Ribau Esteves.

Dirigindo-se à vogal Ana Valente, o edil pediu uma clarificação do PCP. “Agora decida-se, ser Deus e diabo ao mesmo tempo não pode ser. Gente ao mais alto nível em Aveiro e do comité central reuniram comigo e esperam que o processo do PDM acabe para darmos seguimento ao que acordamos como gente séria que somos. Agora essa conversa que é diabo para os outros e o céu para nós não pode ser”, insurgiu-se.

Em dezembro de 2006, a Câmara de Aveiro rejeitou um pedido para a demolição da vivenda histórica (antiga residência da família Aleluia, ligada à fundação da cerâmica com o mesmo nome), na Avenida Lourenço Peixinho que o PCP ocupa desde 1974 como sede.

A autarquia foi ao encontro de um parecer do então IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) que reconhecia o interesse arquitectónico da moradia situada na principal artéria da cidade, cuja construção data da década de 30 do século passado, rejeitando um pedido de viabilidade para um novo edifício com cinco andares.

A casa, em que o PCP foi investindo ao longo dos anos para manter a sua conservação, destaca-se pelos painéis de azulejos, no interior e exterior, da antiga fábrica Aleluia.

(Artigo corrigido às 20:00 de 27 de novembro).

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