Aveiro / Cinema: Lançamento de livro de Costa Valente e exibição de filme

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Capa do livro “Viagens pelo Éter".
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O livro “Viagens pelo Éter, um cinema após 2008” de António Costa Valente, será apresentado esta terça-feira, dia 29 de setembro, pelas 21:30, no Teatro Aveirense, conjuntamente com a exibição do filme “O Paraíso, Provavelmente” do realizador palestino Elia Suleiman, integrando o espaço “Os Filmes das Nossas Terças”

“Viagens pelo Éter, um cinema após 2008”, é uma obra que percorre as publicações do blog do festival de cinema de AVANCA, numa abordagem temporal e factual, permitindo seguir o percurso do festival e do seu cinema.

Em três partes, pelo livro é possível espreitar os acontecimentos, mas também o que se foi passando nas vizinhanças do festival. Na última parte, a obra presta homenagem a alguns dos cineastas e amigos do evento, que, entretanto, nos deixaram.

A apresentação estará a cargo do Leonel Rosa, professor em Aveiro, especialista em cinema documental e que no passado foi diretor de várias edições do Festival de Cinema de Aveiro, que reunia as cinematografias dos países onde se fala a língua portuguesa.

“O cinema amplifica tudo nos retângulos das suas imagens e sons, mas é nos eventos que se amplificam ainda mais os rostos e mentes dos que escolheram viver os seus anos envoltos neste desígnio que o cinema tem reunido” – Costa Valente.

António Costa Valente, um dos fundadores do Cine Clube de Avanca, defendeu a sua tese de doutoramento sobre cinema de animação na Universidade de Aveiro. O seu percurso como académico tem passado pelas universidades públicas de Aveiro, Vila Real e Faro. No cinema, foi com Vítor Lopes e Carlos Silva, autor da primeira longa-metragem da animação portuguesa. Tendo produzido mais de uma centena de filmes, os mesmos ultrapassaram as três centenas de prémios em todos os continentes. Com uma presença constante nos movimentos associativos, atualmente é o responsável pelo espaço “Europa” na Federação Internacional de Cineclubes.

O filme “O Paraíso, Provavelmente” tem a particularidade de ser uma abrangente coprodução, onde para além da Palestina, participam países como a França, o Qatar, a Alemanha, o Canadá e a Turquia. Elia Suleiman, enquanto realizador e protagonista do filme, explora nesta comédia de enganos a identidade, a nacionalidade e a pertença, no qual Suleiman coloca uma questão fundamental: onde nos podemos sentir “em casa”?

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