Câmara de Aveiro 2025.

O PS questionou o futuro do edifício que acolheu o colégio Santa Joana e a direção artística do Teatro Aveirense.

O vereador Leonardo Costa pediu informação sobre os dois assuntos na última reunião executivo, a primeira de 2026.

Sobre o antigo colégio, foi recordado que em outubro passado o anterior edil, Ribau Esteves, deu conta que o pedido de reversão ainda estaria em curso.

O eleito socialista perguntou à presidência qual “o ponto de situação desta ação judicial” intentada pela autarquia que permitiria ao município tomar posse do edifício localizado junto ao Largo Maia Magalhães, no centro da cidade.

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A propósito de eventos e atividade cultural, Leonardo Costa referiu que se tratam se áreas a que “o PS também é muito sensível”.

Nesse sentido, considerou que “é necessário desenhar a estratégia para a cultura” em 2026 e nos próximos anos “obviamente trazendo pessoas, agentes e atividades culturais, mais também potencializando os agentes culturais da cidade”.

O vereador do PS questionou a maioria se poderia avançar “como está a ser organizada a futura direção artística do Teatro Aveirense”, funções desempenhadas nos mandatos anteriores pelo assessor José Pina, que terá cessado a colaboração após as eleições autárquicas.

Sobre o processo do antigo colégio, o presidente da Câmara disse tratar-se de um assunto judicial, sobre o que não se quis pronunciar. “Quando tivermos informações, quando a Câmara foi notificada, todos seremos informados”, referiu sem querer, contudo, “criar muitas expetativas, que temos ali o que quer que seja para solucionar problemas vários”, baseando-se na “indicação que foi tendo”.

Relativamente à estratégia para a cultura, o edil adiantou: “Sim, estamos a trabalhar, a desenvolver, quase diariamente, com os vários agentes, os vários sectores que dinamizam a cultura e a nível das estruturas municipais”.

“É bom ter aqui algum plano”, assumiu, não sem ressalvar que tem Aquela visão de que o planeamento centralizado não é muito da nossa área política, é muito socialista, ter o plano para isto, ter o plano para aquilo”.

“Eu gosto muito de sentir o pulso da vida cultural do nosso município e perceber. Pode planear muita coisa e deixar de fora artistas emergentes, novos grupos, novas manifestações artísticas que nem sequer eram arte e agora são, não é “, afirmou Luís Souto, considerando ser “bem ter aqui umas orientações, mas o importante é sobretudo estimular a criatividade cultural”.

O presidente da Câmara, que tem o pelouro da cultura, entende “ser importante darmos condições” aos criadores para apresentarem propostas do que o contrário” e “criar condições para que haja um ecossistema cultural vibrante” em Aveiro, concretizando as infraestruturas de apoio tidas como necessárias e eventos para os artistas tomarem parte. Já quanto à direção artística do Teatro Aveirense, não foi dada informação.

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