As redes colaborativas no Turismo

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Praia da Vagueira, concelho de Vagos (Foto divulgada no grupo do Facebook Vagueira).
Comercio 780

O turismo é uma atividade transversal à sociedade, que resulta de uma união de muitos esforços. Se o contributo do Turismo para a riqueza nacional não pára de aumentar (15,8% em 2022), tal deve-se ao esforço concertado dos vários stakeholders. Comprova-se que, como escreveu Aristóteles há mais de 2300 anos, o todo é maior do que a soma das suas partes.

Por Raul Almeida *

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São por isso de enaltecer todos os esforços que desenvolvam redes colaborativas. No Centro de Portugal, a colaboração entre entidades públicas, privadas e comunidades locais tem sido a chave para potenciar os recursos turísticos da região.

O desenvolvimento das redes colaborativas não é apenas uma resposta à necessidade, mas sim uma estratégia inteligente e proativa para enfrentar os desafios contemporâneos do setor turístico. Ao unir forças, as instituições envolvidas conseguem alcançar objetivos mais ambiciosos, criar sinergias eficazes e explorar novas oportunidades de crescimento.

É com muita satisfação que a Turismo Centro de Portugal passou a integrar 11 redes colaborativas da região que submeteram candidaturas a fundos comunitários, no âmbito do PROVERE – Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos do Centro 2030.

Estes projetos têm como objetivo primordial impulsionar o desenvolvimento regional, através da valorização dos recursos e do potencial económico dos territórios rurais e de baixa densidade. Sendo certo que há candidaturas em estado de maior maturidade do que outras – e que nem todas serão aprovadas na avaliação que será feita pelo Programa Regional do Centro –, o simples facto de manifestarem a intenção de fazer mais pelos territórios onde estão inseridas já é merecedor dos maiores aplausos.

As 11 redes colaborativas que submeteram candidaturas abrangem áreas temáticas variadas, que refletem a riqueza e a singularidade do Centro de Portugal. Cada uma delas tem um plano de ação específico, que visa reforçar a visibilidade, atratividade e competitividade dos destinos.

Aldeias de Montanha: Transformar as Aldeias de Montanha numa referência nacional na revitalização do espaço rural, destacando os recursos das serras da Estrela e Gardunha e das suas comunidades.

Aldeias Históricas de Portugal: Dar continuidade ao trabalho desenvolvido, tendo em vista a afirmação de uma rede de aldeias históricas, com património único preservado, eficientes e que contribuem para a agenda climática.

Aldeias do Xisto: Consolidar-se como o principal ativo de desenvolvimento territorial do Pinhal Interior, liderando a nível regional e nacional a agenda das aldeias.

Center-Geoparks: Promover e divulgar o património geológico e cultural dos quatro geoparques da região Centro (Estrela; Naturtejo; Oeste; e Serras de Aire e Candeeiros).

Fileira dos Vinhos das Regiões Vitivinícolas da Região Centro: Valorizar a fileira do vinho, de forma a estimular a atividade económica.

iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas: Valorizar o património natural das áreas protegidas dos territórios de baixa densidade da região.

Náutica de Interior no Centro de Portugal: Posicionar a região como referência para o turismo náutico de águas interiores a nível nacional e internacional.

Portugal Romano: Valorizar o património romano na região, promovendo uma abordagem integrada, inovadora e criativa.

Queijos do Centro de Portugal: Valorizar economicamente os queijos qualificados da região, preservando os recursos naturais, os saberes tradicionais e os traços históricos característicos destes territórios e das comunidades.

Rede de Quintas Ciência Viva da Região Centro: Desenvolver uma Rede de Quintas Ciência Viva, com o objetivo de promover a literacia agrícola e divulgar a inovação no mundo rural, através da valorização dos recursos locais e ecossistemas agroalimentares.

Valorização dos Territórios Termais da Região Centro: Afirmar o Centro como região líder na inovação e sustentabilidade do recurso água mineral natural, tendo em vista a competitividade da região e a promoção de saúde e bem-estar.

Estes são apenas alguns exemplos dos objetivos estratégicos destas redes, que podem ser consultados nos seus respetivos sites. Convido todos os interessados a conhecerem melhor estas redes e a visitarem os seus territórios, que dinamizam, como poucos, o Centro de Portugal.

Como presidente da Turismo Centro de Portugal, estou otimista quanto ao potencial de crescimento e sucesso que podemos alcançar quando trabalhamos juntos. Acredito firmemente que as redes colaborativas não são apenas o caminho a seguir, mas o catalisador para um turismo verdadeiramente transformador no nosso país.

* Presidente da entidade do Turismo Centro de Portugal. Artigo publicado originalmente no site Linktoleaders.com.

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