Ano exigiu muita atenção e investimento na viticultura

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Região Demarcada da Bairrada.
Magneton 728

As condições climáticas, com um setembro quente e seco e períodos de grande calor em junho e julho apontam para uma colheita de grande qualidade.

Por Pedro Soares *

À data de hoje, tudo indica que este ano a produção de vinhos da Bairrada vai ultrapassar os 20 milhões de litros, com um aumento de 10% em relação ao ano passado e qualidade elevada para brancos e rosados.

Sabemos que este foi um ano que exigiu muita atenção e investimento na viticultura.

Como dizemos entre pares, este foi um ano para profissionais: exigente e que obrigou a muita atenção. Mas os produtores da nossa região já estão habituados a estas questões devido à nossa localização geográfica, com grande influência atlântica e proximidade do mar.

Houve uma grande instabilidade meteorológica, sobretudo na primavera, que fez aumentar as doenças como o míldio e, por conseguinte, os custos com os tratamentos fitossanitários, mas, na sua maioria, os casos de míldio foram tratados e desapareceram. Se não tivessem sido esses ataques de míldio, teríamos um ano de grande produção.

As condições climáticas, com um setembro quente e seco e períodos de grande calor em junho e julho apontam para uma colheita de grande qualidade. Até ao momento, o clima tem ajudado bastante.

As vindimas estão a decorrer em bom ritmo em toda a região bairradina, condicionadas pelas regras de distanciamento social por causa da pandemia da Covid-19, que levaram à imposição de novas regras e ao uso de máscaras, viseiras, luvas e outro material de proteção.

A vontade de evitar agrupamentos de trabalhadores em espaços confinados provocou uma mudança de comportamentos, nomeadamente na hora das refeições e em tarefas simples, mas a colheita das uvas não sofreu atrasos.

Este ano será́ uma colheita normal em quantidade na nossa região, com um aumento de cerca de 10% em relação a 2019, que foi um ano com menos produção de que o normal.

Em termos qualitativos será́ um ano de muito boa qualidade nos brancos e rosados, que estão praticamente todos colhidos, sendo que nos tintos a expectativa também é elevada, mas é preciso aguardar mais um pouco por certezas.

Pedro Soares, presidente da CV da Bairrada.

* Presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada.

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