Pateira de Fermentelos.

A Câmara de Águeda “conseguiu a garantia de financiamento para vários projetos com intervenção nas zonas ribeirinhas do concelho”, totalizando um apoio na ordem dos 10,2 milhões de euros ao abrigo de diferentes programas europeus.

Uma parte importante, 4,5 milhões de euros, respeita ao projeto da dragagem da Pateira de Fermentelos, considera “uma intervenção ambiental de grande importância”, que decorrerá no âmbito da nova entidade regional Ria Viva, sucessora da Polis Litoral Ria de Aveiro.

Está previsto “uma intervenção abrangente, essencial para a saúde ecológica da Pateira e para a valorização ambiental, social e económica da região.”

Já com Declaração de Impacte Ambiental aprovada, prevê-se “o arranque real da obra ainda este ano”, através do lançamento do concurso público..

As obras serão realizadas no âmbito de um protocolo de colaboração técnica e financeira com o Ministério do Ambiente.

  • Reduzir o assoreamento e melhorar a qualidade da água, criando um espelho de água funcional para pesca, lazer e biodiversidade;
  • Combater os jacintos-de-água, em complemento aos esforços da Câmara de Águeda que já avançou com aquisição de uma nova ceifeira aquática; preservar;
  • Reforçar a biodiversidade, com atenção especial a peixes migradores e avifauna;
  • Novos usos turísticos recreativos, dinamizando rotas pedonais, cicláveis e infraestruturas nas margens (intervenções complementares já em curso).

Projeto LIFE em nova fase

O município de Águeda integra também a nova fase do Projeto LIFE, designado de LIFE Revive, que terá um financiamento de mais de 4 milhões de euros. Sucessor do LIFE Águeda, decorrerá durante cinco anos com intervenção nos rios. Estão previstas, ainda, ações de educação e sensibilização ambiental, ações de formação e capacitação, recreações históricas, sistemas de monitorização da qualidade da água, divulgação e comunicação, entre outras.

Sob a coordenação da Universidade de Évora, o projeto desenvolvido inicialmente pelos municípios de Águeda e de Mora passou a contar também com Arcos de Valdevez, Figueiró dos Vinhos e Ponte de Lima, Universidade de Santiago de Compostela.

Estão programadas intervenções nos rios Águeda, Alfusqueiro, Vouga e Cértima, incidindo sobre as chamadas “pressões hidromorfológicas”, ou seja sobre as alterações nos rios causadas por barragens, dragagens ou outras obras. O objetivo passa por “criar soluções inovadoras e integradas para reduzir esses impactos e melhorar a saúde ecológica dessas áreas.”

Renaturalização de troços do Rio Vouga e Marnel

Outro projeto que tem uma verba alocada, através do Fundo Ambiental, é a intervenção no Rio Vouga e Marnel (para já de 1,7 milhões de euros). Será executado pela Câmara, sendo anunciado com o uma “intervenção ambiciosa, de renaturalização desta zona ribeirinha”.

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