A participação dos jovens nos órgãos de decisão

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Assembleia da República.
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A nossa geração, a geração mais formada, a geração com mais acesso à informação, que carrega o fardo de ter crescido entre crises financeiras, que passou a juventude em isolamento, que vive com o peso constante da crise climática, não pode ser dispensada do contributo político ativo, junto da sua comunidade, no seu município, nas suas freguesias.

Por Catarina M. Feio *

Nas autárquicas passadas a taxa de abstenção rondou os 46%. O número é assustador, tal como o seu significado. Quase metade dos eleitores dispensa o seu direito ao voto numas eleições que têm um impacto tão significativo na vida quotidiana dos cidadãos.

E os jovens também se ausentaram das urnas. Todos nós conhecemos amigos, vizinhos colegas que não foram votar. Terá sido descrença no sistema? Desinteresse? As mensagens não chegaram aos jovens? Faltou informação sobre o significado destas eleições?

Muito pode ser ponderado e discutido, mas acho que é importante realçar que os jovens têm de ver as suas preocupações espelhadas, têm de sentir que os seus problemas são tomados em consideração, têm de contar com uma voz que represente as suas vozes. E para tal os jovens não precisam que falem por eles, é primordial que tenham uma voz presente nas tomadas de decisão.

E em quem cai a responsabilidade de incluir os jovens nessa tomada de decisões? Devem ser os jovens a pedir lugar à mesa, ou será responsabilidade dos órgãos, das estruturas políticas, dos municípios de arrastar a cadeira e de oferecer o lugar?

Lugar esse que eventualmente, mais cedo ou mais tarde, será a nossa geração que terá de assumir. Contudo, quando nos sentarmos vamos ter diante de nós os encargos deixados pelas gerações passadas que condicionarão o nosso presente e o nosso futuro.

E sejamos sinceros, encontramos este problema dentro e fora de portas, em grandes e pequenos partidos, entre vencidos e vencedores. Mas é aqui, onde remamos de encontro aos valores do socialismo democrático, que procuramos respostas às exigências sociopolíticas do mundo contemporâneo, onde aclamamos a democracia, que é inaceitável situações onde esse lugar está inalcançável à nossa geração.

A nossa geração, a geração mais formada, a geração com mais acesso à informação, que carrega o fardo de ter crescido entre crises financeiras, que passou a juventude em isolamento, que vive com o peso constante da crise climática, não pode ser dispensada do contributo político ativo, junto da sua comunidade, no seu município, nas suas freguesias.

Tomemos o lugar no presente, para também participarmos na construção do futuro coletivo.

* Membro do Núcleo de Estudantes Socialistas da Universidade de Aveiro.

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