
“Mais do que promessas, precisamos de planeamento, calendarização e concretização.” Miguel Silva, presidente da Junta de Freguesia de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Requeixo, deixou bem vincado, esta sexta-feira, na reunião publica da Câmara de Aveiro, que teve lugar no Centro Social de Requeixo, no âmbito da presidência descentralizada, que está a contar com mais ‘ação’ municipal, cumprido que está o primeiro ano de mandato autárquico.
A semana permitiu “olhar para o território de uma forma mais próxima, mas também nos obriga a olhar para aquilo que ainda falta fazer”, referiu o autarca, garantindo que a freguesia do sul do concelho “estará sempre disponível para colaborar, para encontrar soluções e para assumir a sua parte de responsabilidade neste processo.”
Miguel Silva referiu que não se pode “ignorar” as “necessidades estruturais que condicionam o desenvolvimento” das comunidades locais, exigindo “respostas concretas.” A instalação de uma Unidade de Saúde Familiar nas novas instalações é umas reivindicações, para garantir “acompanhamento médico regular e melhores condições de acesso aos cuidados de saúde.” As “limitações na disponibilidade de terrenos destinados à construção habitacional” e a necessidade de “melhorar as ligações de transporte entre as diferentes localidades” motivaram outros alertas.

A Junta vê utilidade também na expansão de zonas industriais (Mamodeiro e Nariz) e espera que sejam apoiados os projetos de arrelvamento dos campos de futebol e a requalificação do salão polivalente de Nossa Senhora de Fátima, entre outros espaços comunitários, sem esquecer “a melhoria da rede viária” reclamada sempre pela população. Sobre a pateira, urge o desassoreamento e novos equipamentos, como um parque fluvial e de uma pista de pesca, em Requeixo.
A Câmara assinalou a presidência descentralizada, entre outras atividades, com a apresentação do projeto do Museu da Terra, em Requeixo, que sofrerá algumas mudanças antes de lançar a obra a concurso, merecendo da Junta “reconhecimento e apoio” enquanto “importante instrumento de preservação da memória coletiva, das nossas tradições, da identidade rural e do património material e imaterial” das comunidades locais (continuar para ler discurso completo).
Centro hípico reforça valências do Museu da Terra
Segundo explicou o presidente da Câmara, projeto será executado em várias fases, garantindo empenho em “passar do papel para a realidade”, no que será um “importante investimento” municipal (cerca de 4,5 milhões de euros na estimativa atual). A novidade, adiantou Luís Souto, é a inclusão de uma valência que não estava previsto, “Estamos a estudar a possibilidade em acompanhar a dinâmica dos cavalos, já pertencemos à Associação [de Municípios Portugueses do Cavalo], estamos a brincar mas vai ter aqui algo de muito sério. Um centro hípico, a entroncar no Museu da Terra, na Quinta. Teremos aqui dinâmicas importantes para a freguesia” apesar da “complexidade” que possa envolver a sua instalação. A possibilidade de disponibilizar alojamento para participantes em atividades locais está também a ser equacionada.
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O edil renovou o empenho em “criar condições para que haja futuro” na freguesia. Da semana, destacou algo que nunca houve” em Nariz, que foi um colóquio tendo em vista dinamizar a vinicultura numa zona que ainda é Região Demarcada da Bairrada, associando-lhe atividade turística, prioridade extensível à pateira com novos percursos e ações de limpeza da ‘praga’ dos jacintos de água.
A nova unidade de saúde está em fase de equipamento, que “leva o seu tempo em termos de fornecimento”, esperando-se que possa abrir no início do novo ano. Para garantir a mobilidade, está a ser perspetivado “um sistema de transporte que seja viável” para as necessidades da população. Luís Souto garantiu que a Câmara irá também “investir muito” nos recintos desportivos da freguesia.
Sobre a degradação das estradas, o autarca adiantou que está a ser elaborado, com as Juntas, também, “um plano muito ambicioso de requalificação da rede viária em todo o município”, que será uma das apostas do orçamento de 2027. O primeiro ano foi “muito para conhecer a casa e a resolver assuntos que se não fossem resolvidos seriam problemas grave. A partir de 2027 vamos ver os resultados, cada vez mais, a aparecerem”, assegurou Luís Souto.
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