Traçado do eixo rodoviário 'Aveiro - Águeda'.

O PS retomou, em reunião de Câmara, esta sexta-feira de manhã, realizada no Centro Social de Requeixo, no âmbito de uma presidência descentralizada, os seus receios com o financiamento público do eixo rodoviário Aveiro – Águeda. Em resposta, o presidente da Câmara disse continuar a acreditar que o Governo não ‘vai deixar cair’ a obra, até por garantias dadas pelo próprio Primeiro-Ministro.

Na reta final do prazo de apresentação de propostas ao concurso público de construção da rodovia com perfil de autoestrada, Rui Castilho, vereador socialista, voltou a pedir garantias de investimento governamental que “ainda está por esclarecer” por “não sabemos bem, afinal, quem vai pagar”.

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“O Orçamento de Estado 2027 não determina verba, o anúncio publicado em Diário da República refere que não será com fundos europeus.  A única opção é que serão as próprias Câmaras a assegurar a construção”, referiu o eleito.

Um “processo” que “já consumiu recursos, foram negociados terrenos, alguns serão expropriados. Fez-se investimento, estamos no timing importante para afinal de contas esclarecer quem vai financiar”, sublinhou.

Apesar do Governo dar garantias em declarações várias, Rui Castilho lembrou que “os empreiteiros não recebem por intenções, os governantes hoje em exercício podem não estar amanhã”, por isso “era muito importante ficar definitivamente registado e cabimentado” o financiamento.

Caso contrário, alertou o vereador, “a única opção exequível” é que “terão de ser as Câmaras, será isso ?”, questionou, referindo que estará em causa 50 milhões de euros a cada uma das duas autarquias envolvidas. “Temos de ter alguma consciência que serão anos financeiramente desafiantes, os fundos europeus serão muito menos, terão de priorizar e refletir sobre os financiamentos”, alertou ainda.

O presidente da Câmara, na resposta, começou por destacar como “mais importante” o que se “ganhou” até agora, como “uma dinâmica extraordinária durante este ano, com passos muito concretos, nos processos de expropriação, geralmente amigável, articulados com Águeda, andámos muito e depressa”, disse.

Luís Souto tem fé na ‘palavra dada’. “Naturalmente a questão do financiamento é pertinente, mas quando ouço o ministro da Coesão Castro Almeida, declaradamente a assumir que não vai faltar financiamento, reafirmado em reunião com todos os presidentes da CIRA, muito recentemente, vamos confiar no nosso Governo”, pediu.

“O senhor ministro não ia dizer isto se não tivesse bases fundamentadas, é o número três do Governo, diz que o financiamento vai existir, vamos avançando, atirámo-nos para a frente. Ou nos chegávamos à frente, até ao concurso, ou então nem daqui a 20 anos”, afirmou o edil, justificando que era entre “arriscar um bocado ou as coisas não acontecem”.

Além da garantia do ministro Castro Almeida, o presidente da Câmara invocou compromissos ao mais ‘alto nível’, dizendo que foi “contactado o Primeiro-Ministro”. O que tem sido ouvido dá tranquilidade. “Estamos confiantes, seja a rubrica que for. Vai ser uma grande obra que vai transformar muito os municípios e região”, antecipou.

 

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