Fábio Barros, treinador do SC Beira-Mar.

O empate caseiro (1-1) com o último classificado, que tinha apenas um ponto amealhado, deixou o treinador do Beira-Mar com “um sabor a derrota e uma derrota pesada”, que teve um desfecho “muito mau e muito difícil”.

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Fabeta quer “olhar para a frente”, mas adiantou que será preciso, antes de mais, juntamente com a direção para “perceber o futuro do clube”, onde já passou dificuldades semelhantes, conseguindo, apesar disso alcançar os objetivos traçados. “Agora é o momento de sentirmos todos que temos confiança para dar a volta, porque caso contrário teremos de ponderar diversas situações”.

O Beira-Mar desloca-se à Madeira na próxima jornada para jogar com o Calheta, que perdeu este domingo com o União de Lamas em casa (1-2). Os madeirenses têm os mesmos cinco pontos que os aurinegros, seguindo dois lugares abaixo, em 12º.

“O maior responsável sou eu, como é normal é cabeça do treinador que está a prémio. Eu sinto-me capaz e completamente tranquilo, porque vamos reverter a situação. Mas precisamos de estar todos alinhados, porque também entendo que neste momento é um conjunto de seis jogos sem vitórias”, declarou após a partida (declarações completas partilhadas abaixo).

Discurso direto

“Um empate, mais um jogo sem ganhar, contra o último. Os bons períodos no jogo pouco acrescentaram. Muitos remates, muitas oportunidades, bola no ferro, podemo-nos queixar de muita coisa, mas a verdade é que no único remate enquadrado com a baliza sofremos golo. Não conseguimos fazer golos para ganhar. Os bons períodos fortalecem o nosso trabalho diário, mas tem de ter consequência ao fim de semana. A equipa trabalha bem, a equipa acusa muita pressão, precisa de uma vitória. Mais um jogo em que não ganha, podemos estar a falar claramente numa crise de resultados. Se formos a ver em quase todos os jogos os adversários também falham, mas não concretizamos e sofremos logo. Pode ser uma fase difícil em que uma vitória muda tudo, pode ser a pressão num clube como este, termos de ganhar, o peso da camisola, acontece todos os anos na fase inicial ou mais adiantada”;

“A substituição do Didi deve-se a uma lesão sentida na sexta-feira, estava disponível. Deu que estava apto, veio confiante. Mas nos momentos em que esteve em campo não se sentia confortável. Não podíamos colocar o atleta em risco”;

“A falta sobre o David Oliveira é claramente dentro da grande área, vimos as imagens. O fiscal de linha entendeu isso. O árbitro entendeu que não. Não me quero agarrar a isso. Podia ser o 2-1, mas não quero agarrar-me a isso. Houve muita coisa que não fizemos, não fomos consistentes e nos bons períodos não controlamos a vantagem. Na segunda parte entrámos… deitámos tudo a perder. Depois com o tempo correr, falhámos, passes errados, oportunidades de golo, nem tivemos capacidade de passar para a frente do marcador com o adversário com menos um ” – Fabeta, treinador do SC Beira-Mar” – Fabeta, treinador do Beira-Mar.

“O resultado é positivo, chegamos aqui com um ponto. Não fizemos o arranque que queríamos, fazer mais um ponto neste relvado é melhor do que nenhum. Entrámos organizados, cometemos um erro. Tivemos oportunidades, também o Beira-Mar teve. Depois na segunda parte tivemos capacidade de reagir, o grupo trabalha muito. Fizemos um golo, estivemos vivos. Com a expulsão tornou-se mais difícil fazer mais. Saímos satisfeitos, o nosso objetivo principal é sair dos dois últimos lugares e se pudermos sair dos quatro últimos melhor ainda” – Sérgio Martins, treinador do Sousense.

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