
A Agrovouga 2026, que este ano decorrerá de 14 a 18 de Outubro, não contará com a presença de gado bovino, por motivos de sanidade animal, impedindo, assim, por exemplo, a tradicional presença ‘ao vivo’ da ‘vaca leiteira’ (frísia) e o concurso nacional da raça marinhoa, uma raça autóctone muito característica que é produzida, sobretudo, em explorações das regiões do Baixo Vouga e Mondego. O sector equestre terá, assim, as principais honras em 2026, continuando a consolidar a sua afirmação no certame.
Uma “atitude de prudência” tomada pelas organizações ligadas à produção das duas raças bovinas que resultou do aparecimento, em Espanha, de ‘casos’ de dermatose nodular contagiosa, como explicou Elizabete Pires, técnica da Associação Desenvolvimento Estação Apoio Bovinicultura Leiteira, com sede em Aveiro, adiantando que, embora não exista informação de qualquer foco em Portugal, entende-se, nesta altura, que importa “dar o exemplo em defesa da produção’, não sendo recomendável, por isso, “a concentração de animais provenientes de diferentes explorações”. A raça Marinhoa estará presente, ainda assim, por força de várias atividades, como uma conferência com produtores ou mostras gastronómicas, entre outras.
De resto, este tipo de “contingência” não é novidade ao longo do historial do certame ao longo das várias décadas de existência, e ainda em 2025 passado teve implicações por força da gripe aviária, como lembrou o presidente da Câmara na apresentação da programação deste ano, que foi antecipado da data habitualmente escolhida após o seu ressurgimento (novembro), passando a metade dos dias, após “avaliação” da edição anterior, a primeira sob a atual gestão municipal, feita com os parceiros envolvidos.
Um pedido justificado pela necessidade dos expositores reduzirem os encargos de permanência, apesar de estarem garantidas em 2026 mais atividades, ainda que “concentradas”, referiu Paulo Almeida, vereador que coordena a Agrovouga, antecipando uma “grande mostra agrícola e do que se faz melhor no mundo rural”. Será uma edição, assegurou, “mais completa, mais diversificada e mais próxima da comunidade”, não se esperando menor afluência, pelo contrário as novidades do programa, nomeadamente de animação musical, podem ajudar a atrair mais visitantes ao certame, que se mantém de entrada gratuita.
Há um “reforço” da vertente gastronómica, com “aposta forte na valorização de produtos locais e certificados”, com “crescimento” do sector cavalar, que terá como pontos altos os espetáculos equestres, incluindo a tradicional gala. Uma das novidades será um concurso de galinhas autóctones.
A Agrovouga volta a ser aproveitada para debates sobre grandes temas, como acontecerá no colóquio de abertura dedicado aos desafios da nova PAC, a Política Agricultura Comum, que está prestes a ser aprovada pela União Europeia, bem como outros momentos mais de carácter técnico e formação.
Mais informações sobre a Agrovouga 2026
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