Turismo, Aveiro.

Comprar nunca foi tão fácil! Quem estuda marketing tem sempre de estar com um “olho no burro e outro…” quero com isto dizer, que convém tratar o marketing, como as amizades e como os vinhos, desconfiando sempre, das misturas.

Por Amaro F. Correia *

Esta comparação não tem qualquer tipo de ofensa, pelo contrário, remete as empresas para uma atenção permanente ao consumidor final. O conselho que deixo aos marketeers, em Portugal, é que estejam sempre, numa espécie de cross-selling (venda cruzada) – técnica de vendas que consiste em oferecer produtos/serviços complementares relacionados com o produto principal, que o cliente compra ou tem interesse.

O foco do turismo, em algumas áreas, é aumentar o valor da venda (ticket médio) e melhorar a experiência do consumidor. Não é um bitaite, mas uma análise de mercado que permite sentir que a maioria das empresas de turismo tem como preocupação principal o consumidor: o que sente; como está; o que precisa; onde quer chegar e as dores na sua relação com a empresa. Uma evolução brutal, sentida e propositada já que são estas empresas que cocriam o conceito, de forma a estarem próximos do cliente.

A IA ajudará o caminho, não tenho dúvidas. Os dois conceitos são a reflexão proposta da essência dum “New Love Brand” que permitirá à empresa, transversalmente, chegar mais depressa ao consumidor. Social Selling é uma tendência antiga, mas que funciona na perfeição e o LinkedIn tem consolidado esta prática de vendas de pessoa para pessoa, como ferramenta B2B (negócio para negócio).

Continua a evoluir, adaptando-se, na perfeição, às novas ferramentas das redes sociais e às mudanças nas relações de consumo. Um excelente caminho que continua rentável, mas não fica por aqui, já que o Social Selling apresenta a novidade recente, que é a expansão do conceito de vendas um a um, para uma estratégia em massa, dentro de outros canais, a considerar.

Simples o caminho, já que promove a interação direta entre as marcas e os consumidores como foco com as empresas e as organizações a utilizar, massivamente, plataformas como Instagram e o Facebook para apresentarem ofertas padronizadas e contextualizadas. No Instagram alguns conteúdos são criados com a intenção de despertar os desejos dos seus seguidores para contactarem com a empresa através de mensagens privadas.

Não duvido que o “face to face” com a marca é uma oportunidade de vendas de um produto ou serviço e aumentará consideravelmente, porque tanto a aproximação, quanto o objetivo da proximidade (venda) ficam escancaradas para a empresa. Noutra perspetiva, não podemos deixar de considerar que as redes sociais — incluindo as plataformas de mensagens instantâneas, como o WhatsApp entre outras — inserem permanentemente, ferramentas de Social Selling, para integrar ainda mais as vendas.

Esta proposta obriga todas as empresas a estarem atentas ao mercado, de forma ativa já que a tendência é comprovada com dados objetivos: redes sociais estão em 2.º lugar no levantamento dos canais de vendas mais procurados e efetivos. A tendência é para subir, rapidamente. Alguns exemplos de um passado recente permitem conferir a tendência em alta: uso de catálogos de produtos, chatbots (assistentes automatizados que preparam o consumidor para a venda) e a prática de live commerce (venda por transmissões ao vivo) são exemplos de aumento, na vertente do Marketing Digital, em anos recentes. Estamos a refletir dois conceitos Social´s: 1.º Selling e o 2.º Commerce e/ou E-commerce que é a tendência mais intensa, nas redes sociais, em anos recentes e este até tem tido ganhos efetivos, porque assume a transição para um novo modelo de vendas online, que populariza a marca.

Comprar nunca foi tão fácil e a tendência será maior, num futuro próximo, onde o prazo de entrega poderá ser o segredo mais bem guardado. A logística e a distribuição de mãos dadas com o tempo do consumidor.

O Social Commerce é muito mais do que um simples botão porque cada vez mais tem como foco acompanhar toda a compra do cliente dentro das plataformas – descoberta até à decisão e satisfação da compra.

Vale a pena compreender CTAs – Calls to Action – envolve toda a Experiência do Utilizador em cada canal. Vale a pena procurar saber mais, sobre UGC – User Generated Content – conteúdos gerados para a marca pelos próprios utilizadores, onde podem ser seguidores, influenciadores e clientes.

O turismo é a atividade perfeita para começaram a investir, algum tempo no marketing, porque é um H2H puro e com futuro.

* Docente Atlântico Business School. Doutorado em Ciências da Informação (Sistemas, Tecnologias). Artigo publicado no site Publituris.pt.

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