
“Onde alguns veem inércia, desinteresse, incapacidade de concretização, está na realidade, as mais das vezes, a paciência e sobretudo a persistência e a resiliência”. Um comentário partilhado pelo presidente da Câmara da Murtosa que surge na sequência de críticas ouvidas no executivo, nomeadamente do vereador do movimento independente Juntos pela Murtosa em jeito de balanço dos primeiros sete meses do mandato.
Paulo Amorim invocou na sua intervenção “oportunidades perdidas, falta de iniciativa estratégica e atrasos em projetos estruturantes”, apontando, ainda, “sucessivos adiamentos de projetos estruturantes” e uma “incapacidade” da maioria PSD “de transformar intenções em decisões concretas”.
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Januário Cunha, presidente da autarquia, admite que “entre o projeto e a obra decorre um tempo excessivamente longo, que nem sempre é compreendido pelo cidadão”, mas rejeita as críticas do eleito independente: “Só quem vive e sente as contingências da gestão é que tem plena consciência do verdadeiro desafio burocrático que constitui a colocação, no terreno, de uma intervenção”. O autarca, a cumprir o primeiro mandato na presidência, mantém o empenho na gestão “(…) Porque no final, vencidos os mil um passos burocráticos, o que importa é fazer”.
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