Paços de Concelho, Murtosa.

“Oportunidades perdidas, falta de iniciativa estratégica e atrasos em projetos estruturantes”. O Movimento Juntos pela Murtosa (JPM), que elegeu um vereador nas últimas eleições autárquicas na Murtosa, faz um “balanço crítico dos primeiros sete meses de governação”, que ficam marcados também “por sucessivos adiamentos de projetos estruturantes” e “incapacidade de transformar intenções em decisões concretas”.

Crítica apresentada pelo vereador Paulo Amorim durante a reunião da Câmara de 16 de julho “numa declaração política” em jeito de balanço da ação do executivo liderado por Januário Cunha (PSD).

Separando “o real dinamismo da sociedade murtoseira da ação direta da autarquia”, o eleito considera que “o executivo confunde esta vitalidade comunitária com mérito próprio.”

“Em demasiadas ocasiões, a Câmara limita-se a acompanhar aquilo que outros promovem. Raramente assume o papel de impulsionadora, coordenadora ou visionária. Vai, demasiadas vezes, a reboque”, lamentou Paulo Amorim citado em nota de impnresa.

Para o vereador, “o desalento crescente sentido pela população resulta de uma forma de governar em que o estudo passa a substituir a decisão, a diligência substitui a ação e o procedimento passa a justificar, permanentemente, a falta de concretização”.

Segundo o JPM, os principais projetos continuam praticamente sem evolução. Entre os exemplos apontados encontra-se o Parque da Saldida, “cujo processo permanece limitado a estudos preliminares e levantamentos técnicos, sem qualquer calendário para a execução da obra.”

Situação semelhante verifica-se nas piscinas municipais, onde, dois meses após ter sido anunciado um levantamento de anomalias por uma empresa especializada,” continuam sem ser conhecidos quaisquer desenvolvimentos”.

Também o processo de aquisição da Antiga Escola Padre António Morais da Fonseca, “relativamente ao qual o presidente da Câmara assumiu em maio que retomaria de imediato as diligências junto da tutela, permanece sem evolução pública.”

Quanto à antiga colónia de Fférias da Torreira, integrada no Programa Revive, “continua sem existir um cronograma para o concurso de concessão e reabilitação, permanecendo o processo dependente da administração central”, permanecendo os problemas de segurança.

O vereador denunciou também “que moradores dos blocos habitacionais da Torreira continuam a viver em condições precárias devido a infiltrações persistentes”.

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