Companhia Cie Gratte Ciel.

“O formato está consolidado, a programação vai-se alterando, mas a estrutura e o espírito faz sentido que seja continuada”. Luís Souto decretou, assim, a renovada aposta na “continuidade” do Festival dos Canais, que terá lugar de 15 a 19 de julho.

Sem querer ferir suscetibilidades, o edil coloca Aveiro a par dos principais eventos nacionais em termos de artes ao ar livre. “É um objetivo estratégico que pretendemos continuar a desenvolver, conseguimos fazer muita coisa na ria, não obstante o nosso tempo”, acrescentou o edil na apresentação da programação de 2026, a 11ª edição, que continuará a ser gratuita, num encargo só de cachets a rondar 300 mil euros (o custo global poderá atingir o valor de 2025, cerca de 850 mil euros).

O Festival dos Canais continuará a ser, também, internacional, com companhias, grupos e artistas de oito países que estarão a atuar em 17 palcos em espaços públicos. Estão programadas 88 apresentações de 28 projetos culturais.

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Na antecâmara do evento, Leonor Barata, diretora do Teatro Aveirense, e programadora cultural do município, lembra que “a preparação é muito longa”, com uma “pré-produção muito exigente”, que “envolve várias entidades locais”, voltando a contar “com a importante colaboração do Turismo do Centro”, permitindo a inclusão nas diversas redes turísticas.

“Vão ser 5 dias de uma enorme festa, num palco ao ar livre, multidisciplinar, para os diversos públicos, com participação comunitária num encontro de diversas linguagens, culturas e comunidades”, destacou.

O habitual cartaz musical apresenta, este ano, concertos dos Gift, o espetáculo “Amália na América Além do Fado” pela Orquestra das Beiras (com Cristina Branco, Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro) e Carminho, além dos convidados para atuar no átrio da ‘Fábrica’.

Voltam a existir zonas de atividades permanentes na Baixa de Santo António (Jardim das Brincadeiras) na Praça da República (Sala de Estar) ou no jardim do Museu de Aveiro onde se instala a Tropicália, com curadorias próprias.

A lista de espetáculos de artes de rua “é muito longa e de elevada qualidade” com o público a ser convocado pelos desfiles da Fanfarra dos Canais. O espetáculo “Liberdade Liberdade”, de Diogo Freitas, que assinala os 50 anos do 25 de Abril, figura entre os destaques principais a par de “Into Thin Air”, da companhia Panama Pictures (Países Baixos) ou “Truth”, pela Ramshacklicious and Hijinx Theatre (Inglaterra). O fecho ficará a cargo da companhia francesa de artes performativas, circo e teatro aéreo Cie Gratte Ciel + Comunidade, com o espetáculo  “Tawa”, no Cais da Fonte Nova, que se prevê “marcante”.

Discurso direto

“Estamos a começar a preparar a edição do próximo ano, aí é natural que surjam algumas alterações, mas sem colocar em causa uma iniciativa que é praticamente unânime como marca de Aveiro”– Luís Souto, presidente da Câmara (declarações partilhadas abaixo).

+ info https://festivaldoscanais.pt/

(em atualização)

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