Reunião do executivo camarário, Aveiro (020426).

PS e Chega continuam a acesa ‘troca de galhardetes’ em Aveiro, ainda a pretexto do feriado municipal, centralizando o debate político, que tem ‘poupado’ o edil Luís Souto. A concelhia do CDS, que é liderada pela vereadora Ana Cláudia, ‘entrou na dança’ para não deixar passar críticas do seu agora colega no ‘bloco de direita’ Diogo Soares Machado, na sequência do congresso que reelegeu Nuno Melo.

O vereador do Chega, que o presidente da Câmara colocou a tempo inteiro na gestão municipal com o pelouro da proteção civil, ligação aos bombeiros incluída, divulgou uma suposta “intervenção” no período antes da ordem do dia da reunião de Câmara realizada esta quinta-feira que, afinal, com críticas ao PS que não chegou, afinal, a verbalizar no executivo.

Diogo Machado não gostou da postura dos socialistas no Dia da Cidade e acusou: é um “partido consumido pelo ressentimento, incapaz de aceitar a perda de influência política e profundamente incomodado por não conseguir controlar a narrativa, pública e política, em Aveiro. Tentaram transformar um momento de elevação institucional e cívica num exercício mesquinho de intoxicação política. Não conseguiram. Falharam!”, sentencia.

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“Tentaram diminuir Homenageados, atacar decisões legítimas e contaminar a Cerimónia da Cidade com azedume partidário. Não conseguiram. Regurgitaram!”, insiste Diogo Machado na tomada de posição em que também reage à “suspeita rasteira de que existe um Partido e um Vereador ‘comprados’ pelo ‘poder’. Também não conseguiram. Engoliram em seco o que antes regurgitaram!”.

Ler comunicado de Diogo Soares Machado, vereador do Chega

 “O vereador a tempo inteiro, com um pelouro, ou serão dois: Proteção Civil e Proteção do PSD?, custa, por mês, à Câmara 5108,26€” – PS

O PS ‘digeriu’ rapidamente as críticas, não tardando ‘a dar troco’, desde logo para criticar o ‘modus operandi’ do eleito do Chega. “Os aveirenses esperam dos seus eleitos trabalho, elevação e seriedade, e não, monólogos indignados, preparados para consumo nas redes sociais e enviados para a comunicação social, enquanto decorrem os trabalhos, como se fossem acontecimentos históricos”.

A concelhia liderada pela vereadora Paula Urbana exclui o Chega de “quem esteja concentrado em governar e resolver problemas”, considerando que veio assumir o lugar “permanentemente concentrado em representar um papel”, que é “o do enamorado por Aveiro”. Insiste, também, em denunciar os contornos anormais de um eleito em permanência quase sem tarefas delegadas. “O vereador a tempo inteiro, com um pelouro, ou serão dois: Proteção Civil e Proteção do PSD?, custa, por mês, à Câmara Municipal de Aveiro 5108,26€. Em Junho e em Dezembro custa um pouco mais pois tem direito a subsídio de férias e a subsídio de Natal. Tudo por amor. A Aveiro. Aos aveirenses”, ironiza o PS.

Ler comunicado do PS de Aveiro

O CDS, que colocou muitas reservas a entrada do Chega no ‘bloco de direita’ na Câmara de Aveiro, não deixou de responder a um comentário partilhado nas redes sociais por Diogo Machado, muito crítico de Nuno Melo, a pretexto do congresso de Alcobaça em que o atual ministro da Defesa foi reeleito presidente.

“Prejudica a coesão de uma equipa executiva apenas para ganhar protagonismo político” – CDS

A concelhia do CDS, a que preside a vereadora Ana Cláudia, avisa Diogo Machado que “a gestão autárquica faz-se com bom senso, sentido de responsabilidade e respeito institucional”, e que são as “parcerias estratégicas, desde logo com o Governo da República, são fundamentais para defender os interesses do concelho, independentemente dos partidos.”

Assume, assim, que “causa estranheza” o autarca do Chega “atacar de forma pessoal um Ministro do Governo de Portugal, que é também líder de um partido democrático com décadas de história.”. Uma atitude que aumenta o incómodo já assumido entre CDS e Chega em Aveiro: “Quando a trica partidária é colocada à frente dos interesses do concelho, quando se prejudica a coesão de uma equipa executiva apenas para ganhar protagonismo político  ou notoriedade nas redes sociais, demonstra-se precisamente aquilo que Aveiro não precisa: falta de sentido institucional, falta de responsabilidade e incapacidade de distinguir governação de agitação.”

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