Luís Souto de Miranda.

Depois de um primeiro ‘ensaio’ consumado na freguesia de Aradas, onde o Chega ‘entrou’ no executivo da Junta viabilizando a gestão da ‘Aliança com Aveiro’, o PSD de Aveiro confirmou hoje a existência de um “acordo de governação” para o resto do mandato autárquico também na Câmara Municipal.

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O “compromisso com Aveiro e com os Aveirenses” é assumido como uma das “ocasiões em que a política se eleva acima do comum, do comodismo e da acomodação.” E foi formalizado “sem prejuízo do compromisso político pré-eleitoral entre PSD, CDS e PPM”, sob o lema ‘Aliança com Aveiro’.  A nota do PSD ressalva que o partido “tem em conta a vontade expressa pelos aveirenses nas urnas e afirma-se como a resposta à altura dos mandatos recebidos: governar com seriedade, com ambição e com o maior respeito pelo aveirenses.”

Depois do presidente da Câmara ter proposto o vereador do Chega para incluir o executivo a tempo inteiro, numa deliberação aprovada esta terça-feira pela Câmara com o voto de qualidade do edil, o PSD assume a colaboração com o partido de André Ventura “no diálogo permanente, na convergência democrática e na convicção assumida de que Aveiro tem tudo para ser ainda mais do que já é: mais coragem e ousadia nas decisões, mais investimento, mais obra que transforma e dure, mais políticas que cheguem às pessoas e façam a verdadeira diferença no seu dia a dia”.

Sem referir termos do acordo, nem sequer é mencionada a integração do vereador Diogo Machado na Câmara, o PSD prefere destacar o carácter programático da colaboração para “reforçar a coesão territorial, proteger as pessoas e os seus bens, valorizar os recursos naturais que tornam esta região singular, ampliar a capacidade de inovar, crescer e competir num mundo em acelerada transformação.”

O PSD entende que com o Chega tem as “condições para planear com horizonte, para lançar as obras estruturantes e concretizar os investimentos que farão de Aveiro a verdadeira ‘Cidade do Futuro’ – mais conectada, mais resiliente, mais dinâmica e proativa, mais capaz de ocupar o lugar que lhe pertence no Portugal e na Europa do século XXI e em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.”

“Escolher a convergência responsável em nome do bem comum”

A concelhia ‘laranja’ a que preside Luís Souto, líder da edilidade, considera que o acordo “demonstra maturidade democrática” dos partidos envolvidos “respeitando a pluralidade do mandato popular” e que “são capazes de escolher a convergência responsável em nome do bem comum.”

É também dada a “garantia” aos aveirenses que “os seus problemas serão tratados com total seriedade, as suas aspirações assumidas como prioridade e os recursos do município aplicados com a máxima transparência e a maior eficácia, para que as obras que marcarão a cidade e o concelho – e que ficam para além dos mandatos – sejam uma realidade cada vez mais próxima”.

“Um pacto com Aveiro” que terá “natureza dinâmica e adaptativa” e “foi pensado para se ajustar às necessidades reais do território e evoluir à medida que os resultados forem sendo alcançados”, em cooperação “fundada na confiança, na partilha e na exigência mútua.”

Assim, diz o PSD, “Aveiro tem tudo o que precisa para ser mais e melhor”, vendo o acordo “como a vontade política de o provar.”

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