
O vereador Diogo Machado (Chega) ficará mesmo a tempo inteiro no executivo camarário de Aveiro, mas ainda não foi divulgado com que pelouros concretamente. Proteção Civil e Segurança têm sido apontadas com tarefas que o presidente da Câmara poderá transferir do seu vice-presidente para o eleito do Chega, agora integrado no ‘bloco de direita’.
Apesar de declarações apontando no sentido da abstenção, o PS (quatro eleitos) acabou por votar contra a entrega do regime a tempo inteiro ao vereador do Chega, que assumirá, por essa via, funções executivas.
Já a vereadora Ana Cláudia, do CDS, que integra a maioria, absteve-se na votação da proposta apresentada pelo líder da edilidade na reunião extraordinária, privada, convocada para esta terça-feira de manhã.
Além do presidente, os vereadores Rui Santos, vice-presidente, Paulo Almeida (independente) e Diogo Machado (Chega) votaram a favor.
A deliberação passou, assim, com o voto de qualidade Luís Souto, que lidera a coligação PSD-CDS. Não foi dado conhecimento público, ainda, dos termos do acordo entre o presidente da Câmara e o Chega.
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A expetativa é ter uma maioria absoluta, mas a abstenção da vereadora do CDS revela incómodo com o novo cenário político no executivo que, a manter-se, poderá criar dúvidas em futuras votações.
Discurso direto
“Para o CDS-PP, o que está em causa não é um detalhe administrativo, mas uma decisão com implicações políticas relevantes. A proposta em apreço traduz, na prática, uma alteração ao modelo de governação sufragado pelos Aveirenses, ao permitir a integração em funções executivas permanentes de um vereador que não integra a coligação “Aliança com Aveiro”.
O CDS-PP não foi parte de qualquer entendimento que sustente esta solução política e entende que decisões com este alcance deveriam ter sido objeto de concertação entre todos os parceiros da coligação, em respeito pelos princípios de lealdade institucional e pelos compromissos assumidos perante os eleitores.
Neste contexto, e tendo presente a necessidade de garantir a estabilidade do executivo municipal, o CDS optou por uma posição de abstenção, não acompanhando a solução proposta, mas também não contribuindo para qualquer cenário de bloqueio ou de instabilidade no funcionamento da Câmara Municipal. O CDS manter-se-á fiel ao projeto ‘Aliança com Aveiro’, leal aos seus princípios e comprometido com o objetivo de continuar a servir o Município com seriedade e sentido de dever público, mantendo-se simultaneamente vigilante e atento a qualquer evolução do modelo de governação, que deverá, em qualquer circunstância, respeitar o quadro político sufragado e envolver todos os seus parceiros” – Ana Cláudia Oliveira, vereadora e presidente da Concelhia do CDS-PP (comunicado do CDS concelhio de Aveiro).
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“Não votaremos a favor” – Líder distrital do CDS sobre entrada de vereador do Chega para o executivo
Discurso direto
“O Partido Socialista tem contribuído para a estabilidade governativa, votando favoravelmente as propostas trazidas às reuniões de Câmara. (…) Estranhamos que o Sr. Vereador do Chega, não esteja disponível para colaborar com o Sr. Presidente sem que para isso tenha que exercer funções a tempo inteiro. Estranhamos que o seu «Compromisso com Aveiro» não seja o bastante para colaborar sem ser vereador a tempo inteiro. O Sr. Presidente não respondeu às questões relacionadas com a atribuição de pelouros e afirmou ser preventiva, esta integração do Vereador Diogo Machado no governo municipal” – declaração de voto do PS (versão completa aqui).
(em atualização)
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