Concelho da Murtosa.

“Um conjunto de fatores concorreram” para o relatório de gestão e contas da Câmara da Murtosa de 2025 espelhar “um nível de concretização” de obra que “ficou aquém” do que era ambicionado pela maioria PSD.

Januário Cunha, que passou de vereador a presidente do executivo nas eleições de outubro do ano passado justificou a taxa de execução inferior ao perspetivado devido a “várias intervenções que, por razões distintas, não tiveram realização física e financeira” de 2025.

Empreitadas que pela dimensão de investimento acabaram por ter “influência direita no nível de execução”.

O líder da edilidade deu como um dos exemplos o caso da reabilitação do cineteatro, que teve um concurso que ficou ‘deserto’, tendo sido alvo de uma revisão antes do lançamento de novo procedimento já este ano.

Já a reabilitação das margens da Ria, junto ao cais do Guedes, ‘sofreu’ com o atraso da transferência do apoio de um milhão de euros do Fundo Ambiental “condicionando todo o procedimento burocrático”.

A Câmara acabou por ser ‘vítima’ também de “habituais incumprimentos” de empreiteiros em outras obras, como aconteceu, de forma mais marcante, na requalificação da envolvente do Lavadouro, na freguesia do Bunheiro.

Mas também se registaram atrasos em trabalhos de pavimentação de arruamentos, por força das más condições climatéricas, que derraparam para 2026.

A execução das despesas de capital, as mais associadas ao investimento físico, ficou-se por 32,33 % (quase 4 milhões de euros).

A receita arrecadada foi de 13,9 milhões de euros, com uma despesa de 12,3 milhões, que gerou um saldo positivo de 1,6 milhões de euros, à quase se somou um saldo de gerência de 5,2 milhões de euros.

Discurso direto

“Ao longo dos últimos anos, tem-se verificado alguma passividade na procura de novas fontes de receita e na dinamização económico do concelho. Aumentar as receitas não significa aumentar injustamente a carga fiscal sobre os munícipes. O que se exige é uma atuação mais proativa, criativa e audaz. Atrair investimento, valorizar os recursos e ativos. Há que explorar novas oportunidades de desenvolvimento económico, potenciando um turismo sustentável, captar investimento empresarial e oportunidades através de fundos europeus” – Paulo Amorim, vereador independente (Juntos pela Murtosa).

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