
Vivo num bairro, na periferia da cidade, faz 10 anos, num arranjo urbanístico, onde a prioridade foi arranjar doze lugares de estacionamento automóvel
Eu sou aquilo que se chama… um duplo periférico:
Enquanto português, em relação à Europa, desde que nasci. E como aveirense, há já alguns anos, quando a “roda” da vida, me “expulsou” da cidade.
Passo a explicar:
1º Tempo
(…) Ó Portugal, se fosses três sílabas
De plástico, que era mais barato! (1)
2º Tempo
Vivo num bairro, na periferia da cidade, faz 10 anos (dez anos!), num arranjo urbanístico, onde a prioridade foi arranjar doze lugares de estacionamento automóvel (“vais ver que o largo vai ficar bonito”, dizia um dos elementos de uma luzidia e obesa comitiva camarária – eram mais de dez entre vice-presidente da Câmara da altura, e arquitectos, e engenheiros, engenheiros e assessores – que foi ver como estava o espaço, que era verde e tinha um pequeno labirinto de sebe, em frente à escola primária).
Na ponta mais afastada dum pequeno largo existia – existe – uma zona verde. Na execução do projecto, manteve-se a zona verde e colocou-se um tubo para…rega.
Dez anos passados, o tubo lá está como a foto comprova. Não é necessário dizer que a rega é a água da chuva. No tempo seco… estão a ver paisagem!
3º Tempo
Num outro largo, existe um outro espaço verde que foi remodelado, integrado num “mega projecto” de reabilitação (?) da urbanização. Qualquer coisa como …500 mil euros, sem que se afundassem, por exemplo, os contentores do lixo (se era para mexer no espaço público mexia-se como deve ser). O espaço verde, tal como todos os espaços verdes da zona, está, desde Outubro passado, para ser aparado. A relva (ou a erva?) cresce, como devem imaginar. Trabalho que é da responsabilidade da Câmara de Aveiro, presidida por Luís Souto e de que a Junta de Freguesia de Eixo tem conhecimento.
Ah, mas tenho que admitir que nem todos os espaços verdes estão assim. Não! Há um outro espaço verde público que está bem. E porquê? Porque um morador, que tem posses e algum brio, contratou uma empresa e pagou do seu bolso o custo da aparadela do tal espaço verde público, perante a inoperância ou ausência da entidade competente (como se costuma dizer). Desde Outubro, já aconteceu duas vezes!
4º Tempo
Duplo periférico, sim. Lerdo, também, ma non troppo!
5º Tempo
“Não sei se é falta de jeito/ se é defeito ou virtude/ se é uma questão de conceito/ ou de que Deus nos ajude/ Não é faltar ao respeito/Mas é preciso que isto mude (…) (2)
Notas:
(1) In Portugal, Alexandre O’Neil.
(2) Fado Imperfeito, Luís Varatojo, do álbum Contrafacção.
Jesus Zing
280226
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