Edifício da Assembleia Municipal de Aveiro.

A Assembleia Municipal (AM) de Aveiro aprovou, esta sexta-feira à noite, por maioria, as Grandes Opções do Plano (GOP) e Orçamento para 2026.

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A votação final contou apenas com um voto contra, do eleito do Livre. Bruno Fonseca, o cabeça de lista para a Câmara, que fez a estreia no órgão autárquico depois da ausência em anteriores sessões do mandato justificadas por motivos profissionais, alegou, entre outras razões, discordância com opções de investimento, tendo dado o exemplo do pavilhão-oficina, que deveria ser preterido em favor de outras carências, como a habitação.

Tal como aconteceu na reunião de Câmara que aprovou os documentos, PS e Chega abstiveram-se no ‘plenário’ aveirense. A mesma opção tiveram os dois eleitos da Iniciativa Liberal.

A maioria PSD-CDS avança agora para a execução do primeiro plano de atividade e orçamento após assumir funções em outubro, na sequência da vitória eleitoral.

A rematar o debate, Luís Souto, presidente da Câmara, voltou a sublinhar o carácter de “continuidade”, reafirmando, ao mesmo tempo, a abertura e interesse em atender “aspetos que podem ser melhorados”.

O edil espera ter condições para manter “a capacidade, arrojo, coragem e resiliência” que disse terem sido evidenciadas pelo anterior ciclo “para enfrentar os desafios”. Sem minimizar riscos, garantiu que a maioria está determinada em realizar o programa a que se propõe. “Não podemos baixar os braços, queremos continuar a ser uma cidade ambiciosa”, declarou.

Ainda assim, lembrou que “o programa não é para um ano”, atrevendo-se mesmo a dizer que “num ano não se vai construir absolutamente nada” do que os opositores “exigem” já ao fim de três meses. “É um orçamento honesto, não promete o impossível”, referiu, dando o exemplo a “aposta muito clara na habitação”, assumida de forma “honesta e realista”,  para criar “os instrumentos para começar a construir”, desde arranjar terrenos a fazer estudos urbanísticos.

Sobre o mesmo tema, o vice-presidente Rui Santos referiu de nada valer inscrever verbas avultadas sem ter forma de apresentar resultados, aproveitando para adiantar que está previsto apresentar o programa ‘Habitação Mais’ anunciado nas GOP “até ao final de março”. Os “objetivos imediatos” da Câmara passam por recuperar casas devolutas, disponibilizar bolsas de terrenos prontos a construir pelo concelho e ajudas a privados para intervir em “passivos urbanos”, assim como dar andamento à Estratégia Local de Habitação para criar arrendamento acessível e casas a custos controlados.

(em atualização)

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