Traçado Aveiro - Águeda.

O eixo rodoviário Aveiro – Águeda “não é algo que foi proclamado ou sequer simplesmente aprovado numa resolução do Conselho de Ministros, é um compromisso para o atual Primeiro-Ministro, e para o mim, que tenho a honra de liderar a pasta das Infraestruturas, que não é possível ultrapassar. É para concretizar mesmo”. Garantia deixada esta terça-feira à tarde pelo ministro Miguel Pinto Luz.

O governante, que acumula com a habitação, não deixou de abordar o assunto ao intervir nos Paços de Concelho, onde marcou presença na entrega das chaves das primeiras nove moradias municipais do bairro de Vale Domingos requalificadas ao abrigo dos apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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A ligação entre as duas cidades, que aguarda lançamento da empreitada a concurso público, é um “compromisso” considerado pelo ministro como “absolutamente essencial”, figurando na resolução 69/2025 do Conselho de Ministro, que “apontou o caminho” para executar outras infraestruturas rodoviárias do país, incluindo a ligação do IC35 para servir Sever do Vouga. “Estamos absolutamente comprometidos”, insistiu Miguel Pinto Luz.

O ministro referiu-se também ao ‘Vouguinha’, que é para “continuar a existir” na sua “componente histórica essencial” de ferrovia em bitola métrica, ainda que “ultrapassada”. O Governo está “a olhar para os outros quatro municípios a Norte”, reafirmando o “compromisso de, a seu tempo, apresentar a solução para ancoragem à linha do Norte e conexão à Área Metropolitana do Porto”.

Antes, o presidente da Câmara, Jorge Almeida, embora ressalvando que não era “dia para falar fortemente” do eixo rodoviário Aveiro – Águeda, não deixou de assinalar o início da divulgação dos terrenos para expropriação e “agradecer a disponibilidade e compromisso do Governo” em ir ao encontro de uma ambição antiga dos dois municípios. “Sem margem de dúvidas vai ser uma realidade, só tem um defeito: tem décadas de atraso”, afirmou, mostrando-se convicto em “cumprir um desígnio de há muito”.

O município aguendense aproveitou a presença do ministro para mostrar as “obras de fundo” em curso com apoio do PRR tendo em vista a criação de infra-estruturas essenciais” no Parque Empresarial do Casarão, com os seus 200 hectares, onde se inclui uma área empresarial nova geração, considerada “uma das zonas de acolhimento industrial melhor qualificadas do país para atrair empresas”. Da segunda fase, restam “dois ou três lotes”. Outro investimento “já em curso” é a ligação do PEC ao IC2 para “resolver o problema de tráfego a sul do concelho”.

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