
“A política com compromisso é a política que vale a pena, quem nos escolhe tem aqui gente disponível para ser escrutinada nas 24 horas de todos os dias”. Garantia deixada por Diogo Machado, candidato do Chega à Câmara de Aveiro, num jantar com cerca de 170 apoiantes, este domingo à noite, entre os quais Pedro Frazão, vice-presidente do partido e deputado eleito por Aveiro.
O partido anunciava a apresentação dos “12 compromissos setoriais” da candidatura ao município, que foram resumidos pelo cabeça de lista. “Criar um portal da transparência” foi uma medidas referidas, permitindo “a qualquer cidadão consultar contratos, ajustes diretos, cada euro” gasto pela autarquia.
“Outra medida muito simples” será “proibir por decreto” a Câmara de “contratar o quer que seja a empresas ligadas a titulares dos órgãos municipais ou familiares de políticos locais”.
“Instituir auditorias obrigatórias a cada 4 anos para sabermos se os eleitos respeitaram cada euro dos aveirenses” foi outro dos compromissos de Diogo Machado que parte para as eleições autárquicas deste ano com um deputado municipal eleito em 2021.
Noutras áreas, a candidatura do Chega propõe-se levar a cabo “o mapeamento exaustivo da rede viária do concelho, que não existe”, incluindo ciclovias e passeios, até julho de 2026. E a subsequente “recuperação integral num ano, até 2027,” dos arruamentos degradados.
Na educação, será dada atenção a obras em escolas instaladas em contentores, com “prioridade para a EB de Esgueira”, anulando o projeto de demolição, bem como “reverter imediatamente a desativação da Homem Cristo” para “continuar como escola”.
Na saúde, o Chega lembrou que o hospital é prioridade desde que o atual executivo assumiu funções em 2013. O partido propõe a construção de um edifício, sugerindo os terrenos na zona do estádio.
“Gestão municipal totalmente opaca”
Diogo Machado repartiu críticas entre a atual Câmara, a nova candidatura da coligação e o PS. “Não é normal termos tido durante 12 anos uma gestão municipal totalmente opaca”, falando em “situações mal explicadas”. Tom já usado com o plano de pormenor do Cais do Paraíso, a que juntou agora um pedido para que fosse indagado “a quem pertence o imóvel onde o PSD e muletas instalaram a sua sede de campanha” e quais os interesses da empresa promotora imobiliária em causa.
Comentando a parte de “inovação” da candidatura de Luís Souto, o número 1 do Chega disse que “Aveiro nunca teve um candidato tão impreparado e com tanto desconhecimento da realidade e necessidades”. Quanto ao PS, atribuiu a Alberto Souto responsabilidade por ter deixado a Câmara “completamente arruinada”, no que classificou como “retrato fiel dos socialistas”.
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