Apresentação da candidatura do PS na freguesia de Cacia, Aveiro.

“Os nossos adversários andam nervosos com os últimos acontecimentos”. Alberto Souto comentou as acusações trocadas à direita por razões judiciais nas respetivas listas na freguesia de Aradas para declarar a candidatura do PS como impoluta.

“Discutem entre eles a lista com mais membros com cadastro; um andava a usar dinheiro dos bombeiros, outra não acarta as decisões do tribunal. Nós seremos sempre transparentes na gestão e seremos sempre impolutos na gestão da coisa pública, essa garantia nós podemos dar. Nós discutimos ideias, não discutimos cadastros”, afirmou o cabeça de lista na apresentação da candidatura em Cacia.

Alberto Souto atribui ao nervosismo dos adversários também os “boatos que andam a espalhar; ontem diziam que eu queria parar tudo, hoje aparecem com um cartaz com uma ‘mentirola’, mas não vou dar muita importância a isso”, disse numa referência a um outdoor erguido pela JSD alusivo à gestão do PS em Aveiro.

Mesmo assim, não resistiu: “Não, não foi o PS, a minha gestão, que deixou Aveiro em situação de banca rota. Nós o que fizemos foi um ciclo notável; em sete anos e 10 meses aumentámos em 54% os ativos do município de Aveiro e quem veio a seguir, foram oito anos de gestão – vou ter cuidado com os adjetivos – de gestão muito má, que deixaram Aveiro em situação tão difícil. Do PSD e do CDS, recordem-no sempre. O Ribau não herdou a Câmara de Alberto Souto, herdou do dr. Élio Maia, do PSD e CDS, foi ele que foi despedido por má gestão. Quem não tem ideias para o futuro, afadiga-se a denegrir o passado, nós temos orgulho no passado”, acrescentou, relembrando que as “decisões” para construir o estádio municipal foram tomadas “com base nos dados que tínhamos” e com uma “grande vitória tomada por unanimidade” dos partidos.

“Depois os problemas aconteceram. Não podíamos ter adivinhado. Não fomos os causadores de todos os males, pelo contrário em mil coisas boas houve uma que correu mal, as 999 estão cá e todos usufruímos e é por elas que está a passar a nossa qualidade de vida”, insistiu.

Em Cacia, Alberto Souto lembrou que a freguesia acolheu o último bairro construído pela Câmara, no seu tempo de presidente, garantindo que “é para continuar”. A pista do Rio Novo do Príncipe também ficou no ‘papel’ e “nem um trapiche” foi construído.

As acessibilidades vão merecer atenção, se o PS reassumir a Câmara, pretendendo “abrir uma via da antiga estrada 109 direta à A25” para escoar transito “diretamente” da zona industrial e, outros melhoramentos, “transformar a rua da Paz numa cintura com perfil adequado para desanuviar” também a via principal. Uma ligação de Cacia a Mataduços é outra das propostas com o mesmo objetivo anunciada por Alberto Souto que se compromete a pressionar o Governo a isentar a A25 de portagens no troço de Aveiro, “corrigindo um erro do PS” assumiu.

Candidato à Junta fala da “vergonha” do mercado

João Matos Silva, candidato à Junta, começou por aludir às confissões de “vergonha” ouvidas de operadores do “mercado que não é” pela falta de condições. “Assistimos a uma política fria, sem chama, as promessas estão esquecidas, com gritante falta de respostas”, criticou, dando conta que há cidadãos a quem a Junta prefere recomendar que façam abaixo assinados e falar com o presidente da Câmara para resolver problemas.

“O potencial enorme” da zona ribeirinha tem sido esquecido” (é sugerido estudar a possibilidade de um cais fixo na ribeira da Póvoa do Paço) e a renovação escolar não teve continuidade com tarefas de manutenção do espaço exterior foram algumas carências apontadas pelo cabeça de lista. As “obras no rio” têm de ser acompanhadas para garantir as condições de acesso às coletividades náuticas. A candidatura propõe mesmo uma praia fluvial. Para o centro da Vila “há uma ambição que não é fácil: cobrir a piscina” para uma utilização plena.  No recinto do ‘Estrela Azul” é tempo de construir “balenários deste século”.

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