
Animado pela sondagem interna do PS que dá vantagem à candidatura em Aveiro nas “estimativas de votos”, Alberto Souto aproveitou a apresentação da candidatura à Junta de Santa Joana para ‘carregar’ nas críticas à ‘Aliança Com Aveiro’ e à gestão municipal.
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O cabeça de lista socialista começou por comentar os ‘Pactos com as Freguesias’ que a coligação PSD-CDS-PPM está a divulgar destacando “investimentos âncora para cada freguesia”.
“O candidato do PSD acordou preocupado, porque sabe que as populações sabem que nada se fez; a Câmara fez muito pouco, as freguesias pouco fizeram. Anunciou um ‘pacto com as freguesias’, mas como é um candidato da continuidade é um pacto para freguês ver, como nada se fez, a continuidade vai ser nada fazer-se”, afirmou.
Alberto Souto concretizou: “Já sabíamos que ele gosta dos erros cometidos, como o Rossio e a Avenida, onde vimos um vídeo em que os bombeiros tiveram de se apear para conseguir orientar o trânsito. Gosta de dar continuidade aos erros, como ainda esta semana ouvimos na Assembleia Municipal a propósito do Cais do Paraíso”.
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O cabeça de lista mostrou receio sobre as consequências do controverso Plano de Pormenor (PP) aprovado pela maioria, temendo mesmo que, ao contrário da garantia de Ribau Esteves, venham a ser exigidas responsabilidades ao município em caso de revogação. “O que se constrói com tantos erros ? Um futuro errado, ou não se constrói nenhum futuro. Destrói-se o valor paisagístico e identitário. Disseram-nos, uma voz eloquente, que não havia nenhuma indemnização, ora tenho más notícias: se o PP entrar em vigor e na vigência dele alguém apresentar um licenciamento e se depois alguém revogar, sim vai haver indemnizações a pagar. Espero que todos que votaram a favor comecem a fazer as suas economias, porque deviam ser eles a pagar a indemnização que a Câmara vai ter de suportar. Comigo essa aberração não passará, não será feita. A Câmara não pode ser o gabinete de desenho do privado, foi o que se passou”, acrescentou, defendendo que “o interesse público deve estar acima do interesse privado”.
Em Santa Joana, Alberto Souto insistiu na necessidade de “uma estrutura viária” e mantém que a avenida para ligar a cidade à freguesia “é essencial”, tendo a sua não construção “atrasado Santa Joana 20 anos”. Prometeu retomar o projeto, com pista ciclável e zonas verdes. A inexistência de um “pavilhão desportivo” também é visto como “escandaloso”.
Alertado para “factos prejudicais” com a passagem do eixo rodoviário, dividindo lugares, lembrou que o projeto do traçado está aprovado. “Eles têm nome e autor, Ribau Esteves, que não soube defender os interesses da população, vamos ver o que se pode fazer”, disse, prosseguindo no tom crítico: “Não há capela mortuária, porque não há cemitério, uma falta de diligência pública”.
O parque de feiras, que pretende adaptar para atividades desportivas, serviu para lembrar a obra da gestão do PS, apontando entre outros exemplos a habitação social no Caião ou o centro de saúde. “Fizemos em sete o que não fizeram em 20 anos”, lamentou Alberto Souto, recordando também as ‘Presidências Abertas’ por si dinamizadas, “com consequências nos atos, em que trabalhámos muito com todas as Juntas, não éramos arrogantes. “Não gastámos 20 milhões num estacionamento, mas em saneamento, é essa a diferença”, disse, ironizando que a maioria passa uma fase de “abrir piscinas”, depois de inaugurar a obra de São Jacinto e lançar o projeto das piscinas municipais. “Tudo o que pedirem agora fazem, finalmente, 20 anos depois, em que deixaram perder a que tínhamos. Vai haver piscinas, mas somos nós que vamos construir”, rematou.
“Para que as pessoas vivam e não morem em Santa Joana”
“Santa Joana merece mais e melhor, tem vivido parada”. José Júlio, candidato à Junta, compromete-se a “dar respostas aos problemas do dia a dia, das famílias, apoios a associações”, acusando a maioria de gerir “sem proximidade, sem ouvir os lugares”. Promete, assim, uma “liderança com visão, mais próxima, transparente e solidária, nas ruas e não fechada em gabinete”, criando “qualidade de vida e acessibilidades para que as pessoas vivam e não morem em Santa Joana”.
Um “manifesto eleitoral” que aponta como objetivos assegurar “melhor limpeza, iluminação pública, parques infantis, zonas de lazer e percursos, ruas seguras com passadeiras e limitadores de velocidade”, apoio ao projeto de ligar o centro cívico à cidade potenciando “um crescimento estruturado” da freguesia desenvolvimento e apoio a associações que não estarão ser consideradas, como o caso da FIDEC, “completamente marginalizada, nem água potável a Junta fornece”. A abertura de um gabinete de atendimento permanente no edifício-sede e a construção do cemitério há 40 anos prometido por quem esteve à frente da Junta foram outros compromissos assumidos.
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