GrETUA assiste à apresentação de Síncope”, um projeto independente do artista Carlos A. Correia

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"Síncope", de Carlos A.Correia.
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“Síncope”, um projeto independente d Carlos A. Correia, artista de Guimarães, tem estreia dia 18 de abril em vários espaços, incluindo no Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA).

Separá-lo da voz era como uma não existência.

Desde pequeno que Carlos A. Correia percebeu que a voz era muito mais do que falar ou cantar. Licenciou-se em Engenharia Eletrónica, em Guimarães, onde vive até hoje. É programador numa gasolineira. Fora isso, Carlos tem um mundo inteiro dentro da própria voz.

Primeiro, ainda adolescente, começou por explorar a música Rock e Heavy Metal. Carlos decidiu ir à procura do que a sua voz lhe pedia. E como quem procura, arrisca-se a encontrar, Carlos encontrou várias formações específicas, desde workshops com a performer Margarida Mestre, teatro, danças contemporâneas a outras onde a voz e a poesia estavam sempre no centro.

Não tardou a ser convidado para assistente de criação na Área de Comunidade da Guimarães Capital Europeia da Cultura, em 2012, onde criou o grupo a “Outra Voz”.

Em 2017, Carlos começou a antecipar um colapso que se falava: mais dia menos dia, o mundo iria mudar. Tem sido cíclico. Carlos começou a pensar num projeto que refletisse a loucura do quotidiano. Correr, correr, correr. E cair. Mal sabia que a queda teria nome de pandemia. Ao projeto deu-lhe o nome “Síncope”. E dividiu o projeto em três partes como um puzzle de geometria variável. Uma parte sonora, com música de Pedro Ribeiro, com batidas irregulares e ritmadas, como a vida. À música, Carlos juntou a poesia. Voz com espaço para o calão, com inspiração nos cantares tradicionais, uma voz não linear, salteada, gritada, sussurrada.
A segunda parte do projeto tem como conteúdo um vídeo baseado na obra da artista plástica Sandra Barros, a quem pediu que desenhasse paisagens com pormenores “macro” onde os olhos pudessem pousar e ficar suspensos.
A terceira parte, será uma performance, de Carlos, ao vivo. E escreve-se no futuro porque o confinamento assim o ditou. Uma performance que encaixa o puzzle e provoca o público a usufruir da síncope. Mas Carlos quer mais. Quer fazer acontecer a cultura nos circuitos independentes.

Dia 18 de abril, domingo, às 21:00, vários estabelecimentos culturais vão difundir online e ao mesmo tempo o filme “Síncope”.

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