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Bloco contra encerramento de balcões dos CTT no distrito de Aveiro
04 jan 2018, 13:45

Em 2013 os CTT encerraram mais de 100 estações de correios por todo o país. O Governo de então – do PSD e do CDS – estava a preparar a privatização deste serviço público e não olhava a meios para agradar aos privados.

Por isso, antes de vender a maior parte dos CTT em bolsa, garantiu-lhe uma licença bancária, a exclusividade da venda de certificados de aforro e o encerramento de vários balcões e estações. Tudo feito à medida dos interesses da Goldman Sachs e do Deutsche Bank (os maiores compradores da parte dos CTT que foi posta à venda) e tudo contra os interesses das populações que se manifestavam contra o encerramento de mais um serviço público nas suas terras.

Depois da privatização aconteceu o que se esperava que acontecesse: os grupos privados que ficaram à frente dos CTT puseram a mão ao dinheiro que este serviço gerava. Em vez de investir no serviço público, repartiram os lucros entre si e foram delapidando o serviço postal existente em Portugal.

Em 2013, os CTT deram 61M€ de lucro e os acionistas privados distribuíram 60M€ entre si; em 2014, ficaram com 70 dos 78M€ de lucro; em 2015 apropriaram-se de 71 dos 72M€ de lucro; em 2016 distribuíram entre si 74M€ apesar de os CTT terem lucrado ‘apenas’ 62M€.

Não podem, por isso, vir agora dizer que precisam de restruturar, de despedir e de encerrar balcões quando nos últimos anos os CTT têm gerado lucro. O problema é que esse lucro tem sido todo absorvido pelos acionistas privados.

Não se pode, por isso, aceitar que os CTT pretendam encerrar mais 22 balcões de correio em todo o país, voltando a reduzir a presença deste serviço público e abandonando populações que precisam destes balcões para diversas operações, como o envio de cartas, a receção de encomendas, o pagamento de portagens ou de outras contas, ou o levantamento dos vales referentes a reformas e outras prestações sociais, por exemplo.

Os três balcões que a administração dos CTT pretende encerrar no distrito são em Águeda, Paços de Brandão e na universidade de Aveiro. São milhares de pessoas que vão ser afectadas por esta decisão. Os CTT têm que respeitar o seu dever de serviço público, pelo que consideramos que este encerramento não deve acontecer e que o Governo deve intervir no mesmo. O BE já exigiu do governo PS, medidas urgentes para que estes balcões não sejam encerrados.

Bloco de Esquerda

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