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Opinião: "Sociedade Paralela"
18 dez 2017, 14:20

Comportamentos desviantes não são justificação para a realização de atos socialmente condenáveis, lamentavelmente, muitos deles resultam do simples prazer em destruir.

Paulo Marques *

Em Aveiro, tal como no resto do país, com maior incidência nos meios urbanos onde se verifica uma densidade populacional mais elevada, constatamos a existência de uma realidade cada vez mais notória, personificadora de uma sociedade minoritária que, pese embora o facto de estarem identificadas as razões da sua existência, teima em preconizar comportamentos desviantes, social e moralmente condenáveis, ignorando leis e valores, enfim, condutas básicas de convivência social.

A NECESSIDADE DE ALERTAR para uma sociedade a que denominarei de “Sociedade Paralela”, decorre de um conjunto de factos e acontecimentos, cujas marcas da irracionalidade, ignorância e falta de cidadania vão demonstrando a personalidade de alguns indivíduos a quem não chamarei de cidadãos, pela razão de que não sabem viver em sociedade.

Esta é a razão deste meu artigo de opinião.

Com efeito, ano após ano, dia após dia demonstram, comprovadamente, não saber nem querer viver em sociedade. Nada lhes escapa. Destroem e furtam papeleiras, floreiras, sinais de trânsito, cospem, urinam e não só, onde muito bem lhes apetece, não escapando janelas, portas e espaços comerciais, entre muitos outros alvos apetecíveis.

Quem disser que este conjunto de factos não espelha a realidade diária de alguns deles, é porque não quer ver ou nunca sofreu na pele as consequências de tal comportamento.

Claramente, não faltam políticas sociais promovedoras de integração social, anónimos e instituições de solidariedade dispostas a proporcionar melhor condição de vida.

Porém, alguns indivíduos recusam ajuda pela simples razão de não quererem sujeitar-se a regras básicas de convivência.
A título de exemplo, o fazer a própria cama, limpar quarto ou sujeitar-se aos horários das refeições, bem como das instituições que estão disponíveis para os acolher, não são, para alguns, condições aceitáveis para que, em troca, recebam os apoios de que necessitam.

Efetivamente julgam que só têm direitos e nenhumas obrigações ou deveres.

Não me considero xenófobo nem racista. Não menosprezo ninguém pela sua crença religiosa, etnia, condição financeira ou social. Sei que a vida, quando menos podemos esperar, poderá presentear-nos com momentos de desilusão, constrangimentos vários, dificuldades a todos os níveis, com consequências psicológicas económicas e sociais muito graves.

Contudo, isso não dá o direito, a ninguém, de destruir propriedade alheia, assaltar e ou insultar as pessoas. Não serve como desculpa para que uma "Sociedade Paralela" não saiba aceitar valores, regras e leis pelas quais a sociedade maioritária se rege.

Fundamentando, comportamentos desviantes não são justificação para a realização de atos socialmente condenáveis. Lamentavelmente, muitos deles resultam do simples prazer em destruir ou simplesmente marcar posição de liderança e de afirmação.

Com efeito, enquanto não alterarem comportamentos nem perceberem que todos nos regemos por regras, por muito que o desejem, nunca serão bem aceites pela sociedade em geral, nem serão merecedores, enquanto indivíduos, dos direitos que a sociedade e as leis lhes conferem.

Para terminar, não particularizando, quero deixar uma palavra de louvor e apreço pelo trabalho realizado pelas instituições de solidariedade de Aveiro, reconhecendo o esforço de centenas de pessoas que, diariamente e por todos os meios, procuram minorar as dificuldades de cidadãos anónimos.

A "Sociedade Paralela" é uma realidade incontornável, visível e contactável, convive connosco diariamente, bastando estarmos atentos para testemunhar a sua existência.

* Licenciado em Comunicação, gerente comercial, foi vogal do CDS na Assembleia Municipal de Aveiro (2013-2017).

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