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Opinião: Porque não uma recriação de um lanço de xávega na praia da Torreira com juntas de bois ?
27 nov 2017, 15:34

A Torreira, à época, era a praia em que mais companhas trabalhavam, era a capital da xávega.

ahcravo gorim *

Em 2001, a companha do João da calada, na Torreira, fez a última safra com juntas de bois, foi a última praia onde se viram bois a trabalhar no mar.

Depois dessa data houve, que eu tenha registado, sabido e estado presente, recriações na vagueira, em espinho e na torreira, em 22 de setembro de 2013.

Recordo que em 1852 foi promulgado o “Regulamento para as companhas de pesca da costa da Torreira”, não conheço mais nenhuma praia que a tal tenha tido direito.

Porque seria? Talvez porque a Torreira, à época, era a praia em que mais companhas trabalhavam. era a capital da xávega.

Era……

Em 2013, ano de eleições autárquicas, o executivo da Câmara Municipal da Murtosa decidiu, no dia 22 de setembro, levar a cabo uma recriação de um lanço de xávega – o mais bem conseguido de todos aqueles a que assisti.

Quem conhece a Torreira sabe que depois do S. Paio começa o despovoamento e só volta a haver algum movimento ao fim de semana e retoma no verão do ano seguinte.

Pois no dia 22 de setembro de 2013 parecia, não só pelo tempo que fazia, que era verão outra vez: o areal estava cheio de gente que tinha vindo para assistir à recriação.

De então para cá, nem mais uma. A autarquia publicou um livro sobre o acontecimento e pronto.

Nas festas do S. Paio não há tradição de recriação de um lanço de xávega, os eventos tradicionais são na Ria – regatas de moliceiros e bateiras à vela e corrida de chinchorros – fica para o mar a modernidade – cerveja, shots, djs... entre ria e mar, as noites no largo da Varina.

Nada tenho contra a modernidade no mar nem é, aqui e agora, o momento de as analisar, mas a verdade é que há que rentabilizar os investimentos.

Mas...

Será que, uma vez que a autarquia não tem apoiado uma recriação anual, os privados – restaurantes, bares de praia e comércio em geral – , não poderiam financiar a recriação?

Ao fim e ao cabo lucrariam com a sua realização, provavelmente mais do que investiriam nela – porque é de investimento que falo e não de outra coisa.

Não basta defender que a iniciativa privada é o motor da economia, é preciso prová-lo na prática.

Se o estado, neste caso a autarquia, não avança com o capital, porque é que os que privados não tomam a inciativa a seu cargo?

A iniciativa, a iniciativa, a iniciativa …. a iniciativa?

Um ano tentavam, digo eu, se não desse tinham mostrado do que eram capazes e talvez a autarquia vendo o que tinham feito sem ela, viesse em vosso apoio.

Ficam dois ditados populares: “quem não arrisca não petisca” e “quem tem barriga para caldos não vai a casamentos”.

Será que a torreira já foi ou quer continuar a ser?

* Aposentado da função pública, mestre de artes e ofícios.

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