Apresentação   |    Estatuto editorial   |    Conteúdos na mão   |    Correspondentes   |    Publicidade   |    Contactos   |    Newsletter
Entrar   |    Registe-se   |    Ajuda
Aveiro, Portugal
Quarta-Feira, 22 Novembro 2017
8 ºC
Céu limpo
Siga-nos!    Siga-nos!    Mypub gestor online publicidade
Onde Estou? Página Inicial » Actualidade » Última Hora
Pesquisar
Níveis elevados de mercúrio detectados em parturientes da região de Aveiro
06 jun 2017, 16:27

Um estudo da Universidade de Aveiro (UA) detetou níveis elevados de mercúrio quer em mulheres que acabaram de dar à luz, quer nos próprios tecidos da placenta.

Segundo uma nota de imprensa hoje divulgada, esta "inédita investigação" em Portugal centrou-se na análise daquele metal tóxico no cabelo e sangue das parturientes e nas respetivas placentas e cordões umbilicais, concluindo pela sua presença em níveis acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

O estudo publicado na revista Journal of Toxicology and Environmental Health decorreu no âmbito do trabalho de mestrado da Ana Catarina Alves, orientada por Susana Loureiro e Marta Monteiro, do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar.

A equipa de investigação analisou meia centena de parturientes de nove concelhos do distrito de Aveiro, das quais foram recolhidas amostras de cabelo, da placenta e do cordão umbilical.

A Organização Mundial de Saúde aponta como níveis perigosos acima de 2000 nanogramas de mercúrio por grama, enquanto a Agência de Proteção Ambiental Americana refere 1000 nanogramas. As investigadoras apontam que, apesar da média total estar abaixo do limite recomendado, em 6 por cento e 38 por cento das parturientes estudadas os níveis de mercúrio no cabelo encontravam-se acima dos recomendados, respetivamente, por aquelas instituições.

O contexto geográfico das mulheres estudadas tornou o trabalho "pertinente", refere Susana Loureiro, bióloga especialista em ecotoxicologia. A coordenadora da investigação lembra que o distrito de Aveiro é conhecido pela contaminação histórica de arsénio e mercúrio fruto da vasta indústria química estabelecida na região, especialmente em Estarreja, desde a década de 50 do século passado.

Quanto ao impacto que o mercúrio encontrado pode ter nas mulheres e nos bebés, Susana Loureiro lembra que "o sistema nervoso central é o alvo principal" daquele metal, mas que o mesmo pode afetar, praticamente, todos os sistemas orgânicos funcionais de um organismo. Para além de danos a nível celular, o mercúrio pode também trazer consequências a nível do genoma.

Se as dimensões dos recém-nascidos, nomeadamente o perímetro encefálico, o peso e o comprimento, e a saúde das parturientes parecem não ter sido influenciados pelos elevado níveis de mercúrio, as investigadoras consideram necessário dar continuidade ao estudo para avaliar o impacto nestas mulheres e nos bebés.

Face aos níveis de mercúrio encontrados na membrana amniótica, superiores aos detetados nos tecidos placentários, os biólogos apontam uma possível função daquela membrana na eliminação de metais e diminuição da sua transferência para o feto. "Uma hipótese que precisa de mais estudos para ser confirmada".

Tags:
Notícias Relaccionadas
Classifique esta notícia:  Sem classificação
  Comentar Artigo   Imprimir Artigo   Enviar Artigo   Partilhar Artigo
0 Comentário(s)
Galerias Relacionadas:
  0 foto(s)
  0 video(s)
  0 som(s)
  0 documentos(s)
Outras Informações:
Visualizações: 441
Tamanho do texto: A- A+

Últimos Vídeos
Mais comentadas
Mais lidas
Pesquisa de imóveis »
 
Apartamento T1
Venda - Novo
Aveiro
Aveiro, Aradas
Consultar Imóvel »
Apartamento T3
Venda - Usado
Aveiro
Águeda, Aguada de Cima
Consultar Imóvel »
Quartos   
Inquérito »