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"Aveiro precisa de iniciativas que rasguem paradigmas"
18 abr 2017, 19:57

Parece-nos pouco criativo, inovador e enriquecedor para a cidade o projeto que a Câmara anunciou para a reabilitação e requalificação do edifício da Estação.

Ana Teresa Geraldo *

Olá a todos! É a todos que nos referimos, às pessoas que por o serem têm capacidades racionais, emocionais, intelectuais e como seres pensantes têm em si o dom da ação para mudar e criar um mundo melhor.

É a todos esses que eu, Ana Teresa Geraldo, promotora do Projeto EstaçãoViva me dirijo e saúdo!

Recorrendo a Miguel Torga (in Diário) percebemos qual a essência de Aveiro:


“Gosto desta terra. Não
Por se parecer com
outras lá de fora, com
que não se parece,
aliás, mas por ser a
realidade portuguesa
que é – uma originialíssima
expressão urbana,
ao mesmo tempo
firme e movediça, doce
e salgada no sabor, e
perpetuamente arejada
por uma fresca brisa
de maresia e revolta.”

O presente poema faz-nos refletir sobre o carater único e distinto da nossa cidade que resulta dos recursos de que dispõe que, num primeiro olhar, são apenas naturais e físicos e que depois com mais cuidado percebemos que residem também na riqueza das nossas gentes! Aveiro é uma cidade cheia de valores e atividades tradicionais desde a produção de sal, ao moliço, do fabrico de ovos moles, à produção do licor do alguidar. Mas também é muito mais! É arte (Arte Nova); é cultura (histórias partilhadas e guardadas nas ruas do bairro da Beira-Mar; a Festa de São Gonçalinho e o atirar de Cavacas; a Feira de Março); é paixão pela terra e pelo mar.

Estamos sempre ajustados com o passado, conscientes (ou pelo menos devíamos ser e estar) dos desafios do presente e focados na melhoria para um futuro melhor! Se assim é, não podemos ficar eternamente agarrados aos setores de atividade mais tradicionais da nossa cidade, temos de rasgar paradigmas e arriscar em novas áreas nas quais já demos pequenos passos e provámos que éramos bons! Deste modo, pensamos que temos de olhar para a essência de Aveiro e adaptála à modernidade, à evolução tecnológica e ao futuro – recorrendo aos conhecimentos cada vez mais sustentados e comprovados pelas referencias cientificas a nível nacional e internacional da UA e da capacidade inovadora de produção e de prestação de serviços das empresas que escolhem a nossa região para se fixarem.

Transpondo todas estas ideias para o projeto de cidadania participativa e ativa e, em especial, da EstaçãoViva parece-nos pouco criativo, inovador e enriquecedor para a cidade o projeto que a Câmara anunciou para a reabilitação e requalificação do edifício da Estação Antiga de Caminhos de Ferro de Aveiro.

Assim, gostaríamos de apresentar a nossa ideia à comunidade: pensamos que deve ser um espaço de encontro, partilha, cultura e aprendizagem para TODOS, os aveirenses e os demais que nos visitam. Deste modo, consideramos, atendendo ao tamanho do edifício que se poderiam criar diferentes espaços: um ponto de informação turística dinâmica que fosse o ponto de partida e chegada para todos aqueles que querem conhecer Aveiro; um espaço de café/bar, explorado por gentes com forte cariz cultural e intelectual, mas carregado de simplicidade, acolhimento e afeto para aqueles que o visitam (é importante mudarmos o paradigma de estabelecimentos de animação noturna e darmos à cidade um espaço em que haja música, “comes e bebes”, espaço descontraído e de convívio onde todos possamos passar um bom momento!); um espaço para espetáculos culturais e outro para exposições.

É da nossa opinião que Aveiro precisa de iniciativas que rasguem paradigmas e formas de atuar fora do politicamente correto, instigando a mudança, quebrando a onda de que a cultura não está acessível a todos!

A página de Facebook da EstaçãoViva tem vivido principalmente graças ao esforço de uma jovem aveirense que há muito é apaixonada pela cultura, pelo património, pelo urbanismo e acima de tudo pela preservação do que é nosso e do que podemos fazer com ele de modo a alcançar um DESENVOLVIMENTO económico sustentável, amigo de todos os que residem na nossa cidade e que das atividades aí desenvolvidas dependem diretamente e de todos os outros que esporadicamente nos visitam!

Embora a EstaçãoViva já tenha conseguido mexer corações e instigar inquietações junto de muitos, (cerca de 300 gostos!), quando tentamos fazer com que a ação venha do virtual para o real há sempre contração de esforços; surgem os famosos “ses” e “mas” de consciências pouco corajosas de enfrentar os medos; há sempre outra forma de ajudar e a desculpa de falta de tempo aparece sempre na primeira justificação. Mas lembrem-se quando não houver remédio, remediado está! E todos, MESMO TODOS, diremos: “Que pena! Que grande perda para o património, para a cultura, para a história e para a arte de Aveiro, de Portugal e do Mundo!”

Se depois de tudo isto quiserem ajudar de forma mais ativa e consciente entrem em contato connosco através da página do Facebook (https://www.facebook.com/Esta%C3%A7%C3%A3o-Viva-1230225083684846) ou do nosso e-mail estacaoviva.aveiro@gmail.com.

A Promotora do Projeto EstaçãoViva,
Abril de 2017

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