“Não se pormenorizou no protocolo, foi uma omissão na altura. Em cima da mesa estarão sempre as piscinas, iguais ou semelhantes”, assegurou o edil no período de resposta aos deputados sexta-feira à noite .
Lembrou, a propósito, que o complexo construído há 30 anos carece de obras profundas, o que será colmatado com o novo projecto mediante a cedência dos terrenos ao Beira-Mar.
Élio Maia destacou a “quase unanimidade” em torno do protocolo a celebrar com o clube, o que disse ser um “bom indiciador”.
Se não fosse este acordo, a Câmara ficaria impossibilitada de manter o apoio às colectividades locais. “Se pagarmos 4 milhões ao Beira-Mar, como pagaríamos aos outros ?”, indagou.
Esclareceu outras questões, nomeadamente não existir ónus de reversão dos terrenos das piscinas e que caberá ao Beira-Mar determinar quem serão os utilizadores e em que termos.
Quanto ao “negócio fantástico” de que o BE fez queixa, disse estar a ser averiguado por inspecções em curso.
Sobre a “articulação” prevista entre a Câmara a EMA no âmbito do protocolo, tal deve-se ao facto de estar previsto ceder parcelas de terrenos junto ao estádio, propriedade da empresa municipal.
Élio Maia deu conta ainda que a Câmara informou o Tribunal de Contas sobre as eventuais implicações no Plano de Saneamento Financeiro no tocante à concessão do estádio.
A proposta acabou por ser aprovada por maioria com 23 votos a favor (18 PSD, 4 CDS e 1 PCP) e 13 contra (12 PS e 1do BE).
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