Os dois vereadores da coligação eleitos pelo CDS, Caetano Alves e Miguel Capão Filipe, respectivamente ex-dirigente do clube e filho do anterior presidente, tomaram parte na deliberação, votando a favor com os restantes três elementos da maioria
O presidente da edilidade, Élio Maia, salientou no final “o percurso sério” encetado desde há 2 anos e meio para solucionar o problema decorrente de incumprimentos vários anteriores que resultaram numa dívida da empresa Estádio Municipal de Aveiro (EMA) ao Beira-Mar superior a um milhão de euros.
“É um acordo bom para todas as partes envolvidas”, sublinhou o autarca.
O protocolo, que ainda terá de ser aprovado pela Assembleia Municipal, “ajusta as situações” criadas ao longo dos anos num “documento que procura sintetizar os compromissos e de forma exequível concretizá-los”.
Nas palavras de Élio Maia, “resolve o passado, dá estabilidade ao presente” e permite “olhar para o futuro”, criando condições para o Beira-Mar alcançar o “sonho histórico”, que é ter espaço de treinos, sede e pavilhão no mesmo local.
O acordo permite anular a dívida pendente da EMA que entregará a partir de Janeiro a gestão do estádio ao clube durante dez anos. “Não é essa a vocação do município”, explicou o presidente da Câmara.
Acordos protocolados
» O protocolo vai revogar os quatro existentes entre a autarquia e o Beira-Mar e salda as dívidas da Câmara e da EMA;
» O clube devolverá o estádio velho e renega a direitos pelas benfeitorias ali realizadas ao longo dos anos;
» A autarquia transfere para Beira-Mar terrenos destinados à construção de um centro de treinos, piscina e um pavilhão;.
» O Beira-Mar receberá a posse total das actuais piscinas nos terrenos dos quais poderá surgir um empreendimento imobiliário mantendo obrigatoriamente o equipamento desportivo;
» Câmara garante a aprovação de um projecto compatível com o Plano de Urbanização do Programa Polis para o local onde se encontra o actual pavilhão, após a sua desactivação.
(em actualização)