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Casal de burlões angariava clientes para investimentos altamente rentáveis
02 Fev 2012, 14:14

Casal “com bom nome” em Aveiro conseguiu, alegadamente, burlar, “pelo menos” meia centena de pessoas, atraídas por investimentos com juros altos.

Os prejuízos apurados até agora rondamcerca de 800 mil euros, informou fonte da Polícia Judiciária (PJ) local que prossegue as investigações para procurar o rasto do dinheiro.

O homem e a mulher, ambos sem ocupação profissional, residentes numa freguesia urbana do concelho, foram constituídos arguidos por supostos “crimes de burla qualificada” envolvendo pretensos investimentos em Moçambique, aguardando em liberdade o desenrolar do inquérito já que não lhes foi apontado perigo de fuga.

O casal, a rondar 53 anos, “socialmente bem inserido e de famílias respeitadas” em Aveiro, onde  normalmente tomam parte em atividades dos meios culturais e religiosas, não tinha antecedentes criminais conhecidos, admitindo-se que tenha gasto as verbas obtidas na vida corrente desde algum tempo a esta parte´, já que não tinham outras fontes de rendimento.

Tudo leva a crer que enganaram com um esquema do tipo “Dona Branca” pessoas dos seus círculos de amizade, incluindo da paróquia que frequentavam, atraídos pelas propostas de pessoas que achavam “credíveis” para obter lucros superiores às atuais taxas de poupança bancária.

Segundo a PJ, a conduta criminosa dos arguidos “consistia em aliciar as vítimas para que subscrevessem hipotéticos títulos de investimento de uma empresa situada em Moçambique”, através de uma suposta firma de consultoria que remonta a 2007.

Os investimentos, contaram as vítimas que têm apresentado queixas junto da polícia, ultimamente em catadupa, seriam para “várias áreas” no desenvolvimento do país africano de expressão portuguesa.

Os supostos burlões prometiam nas operações em causa “aplicações legais, de confiança e com plena garantia de retorno, a taxas de juros que poderiam variar entre os 6% aos 10%, ao mês”.

A PJ apreendeu diverso material informático (computadores portáteis, scanner e impressoras) onde seriam feitos e impressos os pretensos “títulos” entregues a os putativos investidores, incluindo centenas de exemplares prontos a serem transacionados.

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