Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território lançou a primeira pedra de uma unidade pioneira na Região Norte que vai tratar 100 mil toneladas por ano de resíduos de construção e demolição (RCD).
Agência EDV Informação
A futura unidade de recepção e tratamento de RCD, um projecto intermunicipal que deverá abrir portas no início de 2012 em Ossela, no concelho de Oliveira de Azeméis, é um investimento de cerca de seis milhões de euros, verba suportada pelo promotor (consórcio Retria Vouga).
"Esta iniciativa tem três razões fundamentais e de base para ser um projecto meritório: a maioria dos projectos ambientais necessita de escala – isso está realizado com o facto de ser uma associação de municípios a fazê-lo -, é sustentável e assume-se como uma correcta forma de tratar um problema, minimizando os impactos quer ao nível do ordenamento do território, quer a nível ambiental", afirmou esta quarta-feira Pedro Afonso de Paulo.
A unidade estende-se por uma área de 30 mil metros quadrados, localizada no antigo aterro sanitário da serra do Pereiro, propriedade da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria (AMTSM).
O presidente da AMTSM, Hermínio Loureiro, considerou este projecto "mais um bom exemplo" de cooperação entre os municípios de Arouca, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Vale de Cambra.
Na futura unidade, as actividades de recolha, triagem e processamento dos resíduos irão gerar um produto final – designado por agregado reciclado – que entrará de novo no ciclo da construção civil.
Antes do lançamento da primeira pedra foi assinado o contrato entre a AMTSM e o consórcio Retria Vouga (composto pelas empresas Casais, Semural, Retria e Factor Ultimate), responsável pela criação e exploração da unidade por um período de 50 anos.