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Unidade de tratamento de resíduos de construção e demolição pioneira
16 Out 2011, 22:59

A futura unidade de recepção e tratamento de resíduos de construção e demolição (RCD), um projecto intermunicipal, deverá abrir portas no início de 2012 em Ossela, no concelho de Oliveira de Azeméis.

Agência EDV Informação

É a primeira do género na Região Norte com uma abrangência de serviços, desde a recolha à monitorização da produção.

O equipamento – orçado em cerca de seis milhões de euros, verba suportada pelo promotor (consórcio Retria Vouga) – está projectado para tratar 100 mil toneladas/ano de RCD.

As actividades de recolha, triagem e processamento dos resíduos irão gerar um produto final – designado por agregado reciclado – que entrará de novo no ciclo da construção civil.

A unidade estende-se por uma área de 30 mil metros quadrados, localizada no antigo aterro sanitário da serra do Pereiro, propriedade da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria (AMTSM).

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte destaca a importância da instalação desta unidade na região, face à lacuna existente em Portugal relativamente aos fluxos RCD, minimizando os impactos da actividade das obras de construção civil.

“A concepção de um Sistema de Gestão Integrado de Resíduos de Construção e Demolição – SGIRCD – constituirá uma mais-valia para a área geográfica onde será implementado, nomeadamente os concelhos integrantes da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria”, refere fonte do consórcio, constituído por empresas com experiência e “know how” em projectos similares.

A construção da infra-estrutura recorrerá a materiais reciclados, evidenciando-se aqui as preocupações ambientais por parte do “Retria”.

Ao nível dos pisos das unidades de triagem e área de recepção, será utilizado “MDF” proveniente de madeiras recicladas.

Para redução de eventuais impactos na qualidade do ar, o equipamento estará provido de uma rede de água por aspersão que permite controlar a dispersão de poeiras. A água para rega e controlo de poeiras virá de um depósito de grandes dimensões (enterrado), a colocar na zona poente da unidade e que captará as águas pluviais.

O projecto prevê uma barreira arbórea que controlará a dispersão de poeiras, funcionando também como barreira acústica.

A iluminação exterior da unidade será alimentada por um painel fotovoltaico que permitirá uma redução dos consumos de energia.

Ao nível dos transportes de resíduos,

Aa frota que garantirá o transporte de resíduos está equipada com filtros de partículas para o consumo de biodiesel, o que já acontece noutras explorações do consórcio.

A assinatura do contrato entre a AMTSM e o consórcio Retria Vouga (composto pelas empresas Casais, Semural, Retria e Factor Ultimate) - responsável pela criação e exploração da unidade por um período de 50 anos - decorre no próximo dia 19 de Outubro, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo.

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